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Exportações alagoanas 'driblam' EUA e conquistam novos mercados em 2025

As vendas feitas por empresas de Alagoas para o exterior movimentaram US$ 821,8 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões no câmbio atual) em 2025

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Apesar de sentirem os reflexos do tarifaço americano, as exportações alagoanas encerraram o ano passado conquistando novos mercados
Apesar de sentirem os reflexos do tarifaço americano, as exportações alagoanas encerraram o ano passado conquistando novos mercados | Foto: Divulgação

O ano de 2025 foi marcado pela taxação imposta pelos Estados Unidos ao produtos brasileiros, que fez com que o País buscasse alternativas para escoar a produção. Em Alagoas não foi diferente.

Apesar de sentirem os reflexos do tarifaço americano, as exportações alagoanas encerraram o ano passado conquistando novos mercados, com Singapura assumindo a liderança do ranking como o maior comprador de produtos alagoanos.

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na quinta-feira (8), as exportações feitas por empresas de Alagoas movimentaram US$ 821,8 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões no câmbio atual) em 2025.

Desse total, Singapura foi a responsável pela compra de US$ 54,1 milhões. O volume representa uma participação de 48,1% no volume de exportações. A Argélia aparece em segundo lugar do ranking, com a movimentação de US$ 14,3 milhões (participação de 12,7%).

A Mauritânia encerrou 2025 como o terceiro maior comprador de produtos alagoanos - o país movimentou US$ 11,3 milhões. Já os Estados Unidos, que antes do tarifaço de Donald Trump ocupava o terceiro lugar nas compras de produtos alagoanos, caiu para quinto, com uma participação de 8,1%.

Em 2025, a participação do açúcar nas exportações representou 50,6% das vendas alagoanas para o exterior. No geral, o produto movimentou US$ 56,8 milhões, uma retração de 49,7% ante o volume movimentado no ano anterior. Em números absolutos, Alagoas deixou de vender US$ 56,1 milhões na passagem de um ano para o outro.

Em alta, o minério de cobre movimentou US$ 54,1 milhões no ano passado, um avanço de 184,5% em relação a 2024. O volume corresponde a uma participação de 48,1% nas exportações.

Apesar dos novos mercados, a balança comercial de Alagoas - resultado da diferença entre as exportações e importações - encerrou 2025 com uma déficit de US$ 297,8 milhões (o equivalente a R$ 1,5 bilhão). Enquanto as exportações recuaram 8,9%, as importações registraram aumento de 29%, movimentando US$ 1,1 bilhão (R$ 5,9 bilhões).

Em todo o País, a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024. Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.

Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.

Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.

Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.

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