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Preço do aluguel residencial fica acima da média nacional, aponta FipeZap

Em 2025, locar casa ou apartamento na capital alagoana ficou 12,2% mais caro

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Valor do metro quadrado em Maceió encerrou o ano passado a R$ 54,86
Valor do metro quadrado em Maceió encerrou o ano passado a R$ 54,86 | Foto: Nealdo

O preço do aluguel residencial em Maceió encerrou o ano de 2025 com um aumento de 12,22%, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira (15), pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

De acordo com o índice Fipe/Zap – calculado com base em anúncios da OLX/Zap veiculados na internet –, o valor do metro quadrado em Maceió encerrou o ano passado a R$ 54,86. O preço está acima da média nacional de R$ 50,98.

O percentual registrado em Maceió também ultrapassa a média do País, que foi de 9,44%. Tanto na capital alagoana quanto no Brasil, o aumento anual ficou mais que o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que avançou 4,26% no ano.

Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento acima da inflação está relacionado ao desempenho da economia brasileira — em especial ao mercado de trabalho, que segue forte.

"A depreciação do valor real dos aluguéis, que ocorreu durante a pandemia, já foi compensada. Contudo, a vitalidade da economia e, em particular, o mercado de trabalho, mantiveram o poder aquisitivo da população, viabilizando a continuidade de reajustes superiores à inflação", diz.

A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012.

Entre as capitais, os maiores avanços no ano foram observados em Teresina (21,81%), Belém (17,62%), Aracaju (16,73%), Vitória (15,46%) e João Pessoa (15,31%). A menor alta foi registrada em Manaus, capital do Amazonas, com avanço de 1% no ano. A cidade teve, na prática, uma queda real, já que a média de reajuste de aluguel na região ficou abaixo da inflação estimada no acumulado do ano.

Para além das capitais, o FipeZap mede ainda a variação de preços de locação em quatorze cidades. Nesse grupo, Campinas (SP) liderou a alta, com avanço de 19,92%, seguida por Pelotas (RS), com 18,81%, e Niterói (RJ), onde os aluguéis subiram 16,27% no ano.

Na comparação por número de dormitórios, os imóveis de três quartos foram os que mais encareceram no ano passado, com alta média de 10,19% no ano. Em seguida, aparecem os aluguéis de até um quarto (9,81%), os imóveis com quatro ou mais dormitórios (9,64%) e, por último, os de dois quartos (9,19%).

A pesquisa também apura quanto o proprietário ganha por ano, em média, ao colocar um imóvel para alugar, em relação ao valor de venda mensal (considerando o preço por metro quadrado). Em dezembro de 2025, essa taxa chegou a 5,96% ao ano, segundo o FipeZAP. Isso significa que, mantidos os preços, o aluguel rendeu quase 6% ao ano sobre o valor do imóvel.

Embora esse retorno ainda fique abaixo da rentabilidade projetada para a maioria das aplicações financeiras em 12 meses, a rentabilidade ao locador é o mais elevado desde 2011, quando a taxa ficou ao redor desse nível entre os meses de maio e outubro. O retorno já havia encostado nesse patamar entre abril e setembro de 2024, mas voltou a subir.

Em termos comparativos, a rentabilidade média foi maior entre os imóveis com um dormitório, chegando a 6,68% ao ano. Em seguida, ficam os imóveis de dois dormitórios, com 6,21%.

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