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Idosos são excluídos do mercado de trabalho e jovens assumem 94% das vagas criadas em Alagoas

Faixa etária entre 17 e 24 anos ocupou 14,5 mil vagas criadas em 2025, em Alagoas, diz Ministério do Trabalho

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Alagoas fechou vagas de trabalho para pessoas acima dos 50 anos
Alagoas fechou vagas de trabalho para pessoas acima dos 50 anos | Foto: — Divulgação

Levantamento do novo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho revela que das 19.614 vagas com carteira assinada abertas em Alagoas até novembro do ano passado, 14.571 – o equivalente a 74,2% do total – foram ocupadas por jovens entre 17 e 24 anos.

Em contrapartida, no mesmo período o mercado de trabalho fechou postos formais de trabalho para profissionais acima dos 50 anos. Foram 365 vagas encerradas para trabalhadores entre 50 e 64 anos, e outras 409 para outros acima dessa faixa etária.

Entre os trabalhadores de 50 a 64 anos, o setor agropecuário – essencialmente conhecido pelo uso da força física – foi o que mais eliminou postos formais de trabalho em Alagoas, com o fechamento de 394 postos. Já no comércio, houve a abertura de 225 novas vagas de trabalho para essa faixa etária, segundo o Ministério do Trabalho.

O órgão lembra que o saldo de todos os postos com carteira assinada é medido pela diferença entre as 14.974 contratações e os 15.339 desligamentos no período. Por conta disso, alguns setores apresentam saldo negativo, como o exemplo da agropecuária; e outros tem saldo positivo, como o comércio.

No caso dos jovens, os dados do governo federal mostram que dos 13.189 postos formais de trabalho ocupados pela faixa etária entre ros 18 e 24 anos, 4,6 mil deles foram ofertados pelo setor de serviços, seguido pelo setor administrativo (3,3 mil) e indústria (2,6 mil).

A maioria dos trabalhadores jovens – 11,2 mil, para ser exato – tem o ensino médio completo. Apenas 486 deles concluíram o ensino superior, enquanto outros 606 têm o superior incompleto; 410, o ensino médio incompleto; 231, o fundamento completo; e outros 349, o ensino fundamental incompleto.

Em nível geral, Alagoas apresentou um saldo positivo de 19.614 vagas de trabalho com carteira assinada de janeiro a novembro, um aumento de 4,21% ante o mesmo período do ano passado.

Os serviços encabeçam o ranking na geração de emprego no estado, com 12.240 postos formais de trabalho. Em seguida aparecem o comércio (3.432), construção (3.108), indústria (476) e agropecuária (356).

Em novembro – o dado mais recente do Caged –, Alagoas registrou a criação de 3.046 postos de trabalho com carteira assinada, um crescimento de 0,63% na comparação com outubro. O saldo é a diferença entre as 16.004 admissões e os 12.958 desligamentos no mês.

O percentual apresentado em Alagoas em novembro foi o terceiro maior do País, atrás apenas da Paraíba (+0,7%) e Amazonas (+0,6%). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram abertos 1.765 postos formais de trabalho, Alagoas registrou uma expansão de 72,5%.

Em novembro, a abertura de vagas de trabalho foi puxada pelo setor de serviços, que formalizou 1.708 novos postos com carteira assinada - o correspondente a 56% do total de vagas abertas no estado.

O comércio aparece logo em seguida, com a criação de 1.091 vagas formais, seguido da construção (406). Em novembro, a indústria registrou saldo negativo, com o fechamento de 111 postos de trabalho. A agropecuária aparece a seguir com a extinção de 48 vagas.

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