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Maceió deve liderar mercado de turismo em 2026, diz pesquisa

Capital alagoana aparece à frente de destinos tradicionais, como São Paulo, Rio, Foz do Iguaçu e Porto de Galinhas

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Maceió lidera como destino turístico para 2026, aponta pesquisa
Maceió lidera como destino turístico para 2026, aponta pesquisa | Foto: — Foto: Ailton Cruz

A capital alagoana deve liderar o mercado brasileiro de turismo este ano, segundo boletim divulgado pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). Feito em parceria com a Sprint Dados — consultoria especializada em análise de dados para destinos turísticos —, o estudo reúne a percepção e a leitura de mercado das operadoras associadas, considerando fatores como comportamento do viajante, desempenho comercial, conectividade aérea, ampliação e qualificação da oferta turística, reposicionamento de produtos e novas narrativas de experiência.

O levantamento também destaca destinos que vêm passando por processos de reinvenção e amadurecimento e que tendem a ganhar força ao longo de 2026. Nesse sentido, Maceió aparece à frente de destinos como São Paulo, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Porto de Galinhas.

A lista segue com destinos como Gramado, João Pessoa, Fortaleza, Jericoacoara, Fernando de Noronha, Lençóis Maranhenses e Florianópoles.

O boletim também aponta destinos brasileiros que vêm passando por processos claros de reinvenção, reposicionamento ou amadurecimento de produtos. Alter do Chão, Bonito, São Miguel dos Milagres, São Miguel do Gostoso, Rio das Ostras, Barreirinhas e o Espírito Santo aparecem como apostas para 2026.

"A convivência entre destinos consolidados e mercados em amadurecimento, experiências urbanas e de natureza, lazer tradicional e viagens mais personalizadas, além de opções premium e destinos em reposicionamento, reflete a diversidade de interesses dos viajantes e a capacidade das operadoras de estruturar portfólios cada vez mais equilibrados, atentos a diferentes motivações de viagem, momentos de consumo e níveis de investimento", diz a associação, em nota.

"Esse mosaico ressalta que as preferências para 2026 tendem a ser cada vez mais plurais e que existe um mercado amplo, com oportunidades diversas e democráticas. Para os destinos, o levantamento sinaliza que planejamento, continuidade de ações, qualificação da oferta e parcerias estratégicas com o trade podem gerar resultados concretos, ampliar visibilidade e colocar iniciativas bem estruturadas em destaque", continua.

Também em nota, o Ministério do Turismo ressalta que a diversidade de todos esses destinos revela um cenário de preferências plurais, que inclui turismo urbano, natureza e experiências personalizadas. "Esse contexto demonstra o potencial de crescimento sustentável do turismo brasileiro, impulsionado por ações que estimulam a inovação, a diversificação de produtos turísticos e a qualificação das experiências oferecidas aos visitantes", defende.

No cenário internacional, os destinos mais consolidados seguem com forte protagonismo. Orlando, Lisboa, Santiago, Buenos Aires, Paris, Punta Cana, Madri, Itália, Cancún, Roma e Tóquio seguem liderando as preferências, sustentados por conectividade aérea, diversidade de produtos e forte apelo junto ao viajante brasileiro.

O levantamento também identifica mercados internacionais em plena transformação, com reposicionamento estratégico, novos investimentos e abertura ao turismo internacional. Além de Tóquio, aparecem China, Seul, Dubai, Tailândia, Arábia Saudita, África do Sul (com destaque para Cidade do Cabo), Albânia e regiões da Itália, como Puglia, Bari e Lecce, que ganham protagonismo fora dos roteiros tradicionais.

Com mais de 100 milhões de passageiros viajando dentro do país, o turismo doméstico foi o grande motor do desempenho recorde da aviação brasileira em 2025. Ao todo, os aeroportos do Brasil movimentaram 129,6 milhões de passageiros em voos nacionais e internacionais, o maior volume já registrado desde o início da série histórica, superando pela primeira vez a marca de 120 milhões de viajantes em um único ano.

Somente no mercado interno, foram transportados 101,2 milhões de passageiros, número inédito que representa crescimento de 8,4% em relação a 2024 e de 5,3% na comparação com o recorde anterior, de 2015.

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