loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 27/01/2026 | Ano | Nº 6148
Maceió, AL
25° Tempo
Home > Economia

Combustível

Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina

Com queda, preço médio para as distribuidoras passará a ser de R$ 2,57 por litro

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp
Preço da gasolina terá redução de R$ 0,14 por litro, diz Petrobras
Preço da gasolina terá redução de R$ 0,14 por litro, diz Petrobras | Foto: — Foto: Ailton Cruz

A Petrobras anunciou nessa segunda-feira (26) que vai reduzir em 5,2% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (27). Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14.

A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras, para que possa ser vendido ao consumidor final nos postos.

No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa informa que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,50 – um recuo de 26,9%, já considerando a inflação do período. A última mudança no preço do combustível havia sido em 21 de outubro de 2025, quando ficou 4,9% mais barata.

O movimento da Petrobras deve representar alívio na inflação do país, uma vez que a gasolina é o produto com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que apura a inflação oficial.

Apesar de a Petrobras ser a maior produtora do combustível no país, o preço da gasolina nas bombas não depende apenas da estatal. Após o produto ser vendido às distribuidoras, sofre influências de outros custos, como o frete, mistura com o etanol, cobrança de impostos e a margem de lucro dos postos.

Dados da Abicom, associação que reúne os importadores, apontam que a gasolina estava sendo vendida no Brasil a 8% acima do preço no exterior pela Petrobras nesta segunda-feira, antes do anúncio da companhia. Segundo a Abicom, o valor por litro comercializado pela estatal estava R$ 0,21 acima do verificado no mercado internacional.

Desde o fim de novembro, o combustível vendido pela Petrobras ostentava preços mais elevados no país, com valores de até 11% acima dos cobrados no exterior.

Na avaliação de Pedro Rodrigues, sócio da consultoria CBIE, a gasolina vinha sendo vendida acima do mercado externo. Com isso, ao se levar em conta o cenário da política de paridade de preços no mercado internacional, há espaço para redução. Ele pondera, no entanto, que, no caso do diesel, a lógica é diferente.

O valor do diesel não foi alterado pela companhia, que mantém seus preços de venda no mesmo patamar desde maio do ano passado - quando, na ocasião, reduziu de R$ 3,43 para R$ 3,27 por litro. Desde dezembro de 2022, diz a Petrobras, a redução acumulada nos preços de diesel para as distribuidoras, também considerando a alta dos preços ao consumidor, é de 36,3%.

“No diesel, a recíproca não é verdadeira, já que a estatal vem vendendo abaixo do mercado internacional em cerca de 8%. Portanto, deveria elevar o preço do diesel. Mas, se a estatal não segue a PPI, cria-se uma artificialidade, pois o mercado não sabe quando os preços serão alterados. Hoje, a companhia está perdendo dinheiro com o diesel. Assim, esse anúncio da Petrobras soa mais como algo político do que como um anúncio corporativo”, afirma Rodrigues.

Dados da Abicom indicam que a estatal vem vendendo diesel abaixo do praticado no exterior. Na última semana, o combustível comercializado pela Petrobras estava entre 2% e 9% mais barato.

A expectativa das petroleiras este ano já era de preços mais baixos do barril de petróleo. O preço do barril de petróleo do tipo Brent, que serve de referência no mercado internacional, é negociado nesta segunda-feira a US$ 65 o barril. Desde o final de setembro, acumula queda de 7%.

Outros eventos contribuíram para aumentar a incerteza, como a operação dos Estados Unidos na Venezuela. Do começo do ano para cá, o barril acumula alta de 6,5%.

Relatório do Itaú BBA classificou o corte da estatal de "abaixo das expectativas". Segundo o banco, o ajuste era amplamente esperado. "Desde o final de novembro, a diferença entre os preços domésticos da gasolina e o preço de paridade internacional (PPI) aumentou e persistiu, levando os investidores a antecipar que uma revisão possa ocorrer no curto prazo".

Relacionadas