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Quebra do Banco Master já custa mais de R$ 50 bilhões

Maior perda ficou com FGC, que vai ressarcir R$ 46,9 bilhões a depositantes

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Rioprevidência investiu R$ 970 milhões nos títulos do Master
Rioprevidência investiu R$ 970 milhões nos títulos do Master | Foto: — Divulgação

Os custos da quebra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, superam os R$ 50 bilhões até o momento, segundo dados divulgados. Somente os recursos que terão de ser ressarcidos aos clientes pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido com recursos dos bancos, são estimados em R$ 46,9 bilhões, sendo R$ 40,6 bi do Master e outros bancos do conglomerados mais R$ 6,3 bi do Will Bank.

O valor da perda total é incerto, já estão sendo apurados os prejuízos causados ao BRB (Banco de Brasília), fundos pensão e empresas. Veja abaixo os valores já divulgados.

O Ministério Público de pelo menos seis estados investiga aplicações de fundos de previdência estaduais ou municipais em títulos do Master.

Dados do Ministério da Previdência Social apontam que institutos de aposentadoria aplicaram mais de R$ 1,8 bilhão em letras financeiras do banco de Vorcaro sem garantia do FGC no período de outubro de 2023 a dezembro de 2024.

O caso mais emblemático é o do estado do Rio de Janeiro. O fundo de previdência dos servidores fluminenses, o Rioprevidência, investiu cerca de R$ 970 milhões nos títulos do Master. É o maior valor da lista do ministério.

Em 23 de janeiro, a Polícia Federal fez operação de busca e apreensão em endereços ligados a executivos do Rioprevidência. Após a ação, Deivis Marcon Antunes foi exonerado do cargo de diretor-presidente da autarquia estadual.

No Amapá, a Amprev (Amapá Previdência) direcionou R$ 400 milhões para letras financeiras do banco. O Ministério Público do Estado afirmou que uma apuração anterior à liquidação do Master verifica a "compatibilidade" das aplicações com a política de investimentos do órgão.

Também na região Norte, o Ministério Público do Estado do Amazonas instaurou investigação para apurar possíveis irregularidades em investimentos do Amazonprev (Fundo Previdenciário do Amazonas), o que inclui aplicações na instituição de Vorcaro. O procedimento tramita em sigilo.

Também já foram divulgadas aplicações feitas por empresas privadas e estatais em papéis do conglomerado financeiro.

Cerca de R$ 220 milhões em letras financeiras do Master foram vendidos à Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). Há também R$ 140 milhões em CDBs emitidos pelo Letsbank detidos pela Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia); R$ 433 milhões desses mesmos papéis de propriedade da Oncoclínicas, e R$ 73,5 milhões em CDBs do fundo XP Private Equity I.

PERDAS

R$ 46,9 bilhões

Estimativa dos valores que serão pagos pelo FGC aos clientes do Banco Master e do Will Bank que possuíam produtos com cobertura do fundo dentro dos limites de ressarcimento.

R$ 1,8 bilhão

São as aplicações em letras financeiras do Master feitas por institutos de aposentadoria de servidores estaduais ou municipais, sem garantia do FGC. O Ministério Público de pelo menos seis estados investiga esses investimentos. O caso mais emblemático é o do estado do Rio de Janeiro. O Rioprevidência investiu cerca de R$ 970 milhões nos títulos do Master.

R$ 433 milhões

É o valor dos CDBs do Banco Master detidos pela Oncoclínicas. A empresa quer retomar de Daniel Vorcaro a participação de 15% que o controlador do banco tem na companhia para compensar as perdas com o investimento.

R$ 220 milhões

Valor das letras financeiras do Master vendidos à Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do RJ), segundo informações da própria empresa.

R$ 140 milhões

Valor dos CDBs emitidos pelo Letsbank detidos pela Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia). A companhia diz que sua capacidade operacional não foi impactada e que mantém posição de caixa suficiente para fazer frente às suas obrigações e ao curso normal de seus negócios.

R$ 73,5 milhões

Valor dos CDBs detidos pelo fundo XP Private Equity I, segundo balanço divulgado até março de 2025. As informações do fundo referentes ao semestre de março a setembro do ano passado ainda não foram divulgadas. A exposição ocorreu por meio de um fundos de private equity, sem qualquer capital próprio da XP Asset Management.

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