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Governo vai reajustar faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida

Em entrevista à Folha, ministro Jader Filho diz que limite para faixa 1 subirá de R$ 2.850 para cerca de R$ 3.200

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Ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, em seu gabinete
Ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, em seu gabinete | Foto: — Divulgação

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai corrigir as faixas de renda do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, uma importante vitrine da gestão petista, sobretudo em ano eleitoral. A medida foi antecipada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha.

Segundo ele, a faixa 1, que concede moradias subsidiadas a famílias com renda de até R$ 2.850, deve ter esse limite reajustado para cerca de R$ 3.200. Já a faixa 2, com casas financiadas, o teto da faixa deve subir de R$ 4.700 para algo em torno de R$ 5.000.

“Todas as faixas terão reajuste”, afirma Jader Filho. “A gente deve, até o final desta semana, chegar à conclusão disso.”

No comando de uma das principais pastas do Executivo, o ministro defende que o MDB, legenda à qual é filiado, apoie a candidatura à reeleição de Lula desde o primeiro turno, mas reconhece que o tema pode ser levado à convenção do partido. “Se você me perguntar se o MDB está coeso em torno desta minha opinião, eu creio que não.”

Apesar de ocorrer em um ano eleitoral, Jader Filho sustenta que a mudança é uma necessidade técnica e natural. Com a valorização do salário mínimo em 2024, muitas famílias que antes se enquadravam no sistema de subsídios acabariam excluídas sem a correção.

“Se você considerar o aumento do salário mínimo, essas famílias estão fora. Então, [o ajuste] é uma questão natural”, explicou o ministro.

Ele garantiu ainda que o governo possui robustez financeira para sustentar a expansão, destacando que o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) conta atualmente com mais de R$ 17 bilhões em caixa para custear as obras da Faixa 1.

O ministro também destacou o papel motor do programa na economia nacional. No último ano, enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,5%, a construção civil avançou 4,2%, impulsionada pelo MCMV, que responde por cerca de 85% dos lançamentos imobiliários no país.

Outro ponto alto da gestão é a maturação do “Minha Casa, Minha Vida Classe Média”, que atende famílias com renda de até R$ 12 mil. Jader Filho revelou que a expectativa é saltar de uma média de 6 mil para 10 mil novos contratos mensais a partir de março.

O movimento busca suprir a escassez de crédito imobiliário tradicional, afetado pela baixa atratividade da caderneta de poupança frente às altas taxas de juros.

No campo político, o ministro, que é filiado ao MDB, defendeu abertamente que o partido apoie a reeleição do presidente Lula já no primeiro turno das eleições de 2026. No entanto, ele reconheceu que a sigla, conhecida por sua heterogeneidade regional, ainda não possui consenso sobre o tema. “O partido tem três ministérios. Por coerência, deva acompanhar o presidente, mas o MDB sempre respeitou suas divisões regionais”, destacou.

Sobre a meta de universalizar o saneamento básico até 2033, o ministro foi enfático ao classificar o prazo como “inegociável”. Ele destacou que o Novo PAC e a liberação de debêntures incentivadas são as ferramentas principais para atrair o investimento privado e público necessário para atingir o objetivo.

RAIO-X

Jader Filho, 49 anos, é formado em administração pela Universidade da Amazônia, tem especialização em marketing e pós-graduação em administração pública pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Administrou até 2022 o grupo de comunicação RBA, que pertence à sua família e reúne veículos como Diário do Pará e RBA TV. É filiado ao MDB desde 1995. Em 2023, assumiu o Ministério das Cidades.

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