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EMPREGO

Caged Alagoas: 93,5% dos trabalhadores têm ensino médio completo

Levantamento mostra que dos 16.706 novos empregos gerados no estado, 15.630 são ocupados por essa faixa de escolaridade

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Trabalhadores com ensino médio completo são maioria em AL
Trabalhadores com ensino médio completo são maioria em AL | Foto: — Divulgação

O vendedor Paulo Henrique da Silva, de 20 anos, concluiu o ensino médio em 2024 e decidiu ingressar no mercado de trabalho, enquanto tenta uma oportunidade no serviço público, por meio de concurso. Para ele, trabalhar foi uma oportunidade de se capitalizar e pagar um curso preparatório.

Henrique é um dos 15.630 alagoanos que ingressaram no mercado de trabalho em Alagoas no ano passado que têm o ensino médio completo, segundo levantamento do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na quinta-feira (29).

De acordo com os dados, o volume de trabalhadores nessa faixa de ensino corresponde a 93,5% das 16.706 vagas com carteira assinada abertas em 2025.

Do total de trabalhadores com ensino médio completo, 13.214 se encontram na faixa etária entre os 18 e 24 anos, justamente a idade de Paulo Henrique. "No meu caso, não pretendo seguir no comércio, mas entendo que ganhar dinheiro nessa fase da vida é uma maneira de se sustentar para dar novos saltos", diz.

Os homens são a maioria nesse grau de escolaridade, ocupando 8.658 das novas vagas criadas em 2025, enquanto as mulheres com ensino médio completo ficaram com outros 6.972 postos formais.

Os dados do Caged também mostram que 1.197 alagoanos que ingressaram no mercado de trabalho no ano passado tinham ensino superior completo. Nesse caso, a faixa etária entre 25 e 29 anos concentrou o maior número, com 589 trabalhadores. Em seguida aparecem as faixas etárias entre 18 e 24 anos (com 478 casos) e 30 a 39 anos (com 302).

Em contrapartida, o mercado de trabalho alagoano fechou as portas para trabalhadores com ensino fundamental completo, com a extinção de 676 vagas; analfabetos, com menos 470 postos, e fundamental incompleto, com o fechamento de 171 vagas.

Em todo o Brasil, de 1,279 milhão de vagas criadas no ano passado, 1,064 milhão foi preenchida por trabalhadores com ensino médio completo. Em seguida aparecem os trabalhadores com ensino médio incompleto (159.792), superior incompleto (37.881) e superior completo (24.513).

TAXA DE DESEMPREGO

Dados divulgados nessa sexta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil registrou, no trimestre encerrado em dezembro, taxa de desocupação de 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Observando os dados consolidados de 2025, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6%, também a menor já registrada. O número de ocupados chegou a 103 milhões.

O ano passado também registrou recorde na renda média mensal do trabalhador, que atingiu R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024.

O número de carteira assinada no ano também foi o mais alto já registrado: 38,9 milhões de pessoas, expansão de 1 milhão na comparação com o ano anterior.

A taxa anual de informalidade passou de 39%, em 2024, para 38,1% em 2025. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, esse percentual é “valor relevante”, e reflete característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro.

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