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Pesquisa mostra que 81,3% da população de Maceió está endividada

Levantamento aponta ainda que a maioria dos endividados pertence a famílias com renda de até 10 salários mínimos

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Número de endividados com contas em atraso apresentou redução
Número de endividados com contas em atraso apresentou redução | Foto: — Foto: Ailton Cruz

O primeiro mês do ano revelou que 81,35% dos maceioenses estão com algum tipo de dívida em seu nome, seja por cartão de crédito, carnês, contas ou outros compromissos financeiros. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio). O levantamento aponta ainda que a maioria dos endividados pertence a famílias com renda de até 10 salários mínimos.

Os números da Peic indicam que o endividamento em Maceió segue em trajetória de alta no comparativo anual. Em janeiro do ano passado, 77,8% da população estava endividada, percentual que chegou a 81,3% em janeiro de 2026, o equivalente a 284.009 famílias com algum tipo de dívida. Em contrapartida, o número de endividados com contas em atraso apresentou redução no período, caindo de 35,3% para 30,3%, o que representa 105.774 maceioenses em situação de inadimplência.

Também houve queda no grupo que declara não ter condições de pagar as dívidas. Na comparação anual, o percentual recuou de 10,7% (36.799 famílias) para 8,3% em janeiro de 2026 (29.077).

Segundo o economista Lucas Sorgato, assessor econômico da Fecomércio, esse comportamento no início do ano é recorrente. “Janeiro é, historicamente, um mês de reorganização do orçamento doméstico, marcado pela concentração de despesas obrigatórias, como impostos, material escolar e mensalidades educacionais, além da ausência de rendas extraordinárias observadas em dezembro”, explica.

De acordo com a Fecomércio, o aumento do endividamento está relacionado, principalmente, à contratação de novas dívidas ainda dentro do prazo de pagamento, e não ao agravamento de atrasos. Para o comércio, o cenário representa um alívio no curto prazo, ao reduzir o risco imediato de calote, mas exige atenção nos meses seguintes, caso a renda das famílias não acompanhe o crescimento das obrigações assumidas.

O economista Fábio Leão faz um alerta para a elevação contínua do endividamento e seus possíveis reflexos na economia local. Segundo ele, o avanço do indicador pode sinalizar fragilidade financeira das famílias.

*Estagiário sob supervisão.

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