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Alta do d�lar leva risco-Brasil a fechar com recorde

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O risco-país brasileiro encerrou uma segunda-feira caótica em alta de 8,7%, a 2.165 pontos - recorde desde a instituição dos atuais critérios para cálculo do risco, em 1996. Já o principal título da dívida brasileira negociado no exterior, o C-Bond, caiu 6,04% para 52,5% de seu valor de face, o pior nível desde a crise da desvalorização do real, em janeiro de 1999. A razão da disparada do risco e da queda do C-Bond foi o salto de 5,47% do dólar, que na máxima do dia chegou a ser cotado a R$ 3,278 e depois fechou a R$ 3,18. Com o dólar mais caro, aumenta também a dívida brasileira, reduzindo-se assim a chance do país saldá-la. A moeda norte-americana, por sua vez, teve sua alta estimulada pela falta de linhas de crédito para o Brasil, que está intimamente ligada ao alto risco do país. O risco-país é calculado pelo banco JP Morgan com base em seu índice Embi+, que mede a diferença entre os juros pagos pelos títulos da dívida de um país e os do Tesouro dos EUA, considerados de risco zero. Quanto maior o índice, maiores os juros e menor o preço do título ? e menor a chance do país honrar seus compromissos. Apesar do avanço, o risco brasileiro permanece na mesma quarta posição do ranking mundial em que aparecia na sexta-feira, atrás da Argentina (6.634 pontos), Uruguai (2.842 pontos) e Nigéria (2.249 pontos). Imediatamente após o Brasil está o Equador (1.762 pontos). Câmbio O dólar comercial fechou com cotação recorde da história do Real pelo sexto fechamento consecutivo (o dólar bateu recordes diariamente nos fechamentos de segunda a sexta da semana passada). No ano, a valorização acumulada do dólar sobre o real já é de 37,86%. Falta liquidez ao mercado, segundo operadores. Analistas pelo UOL News voltaram a falar na necessidade de um acordo com o FMI, diante da fragilidade do país. O economista Odair Abate afirmou que o mercado espera um novo acordo com o Fundo, o que vem sendo mencionado pelas autoridades da economia do país, mas alerta que, se isso não acontecer, a pressão vai aumentar. ?Se não houver acordo com o FMI rápido, a vaca vai para o brejo e dólar chegará a R$ 4?, disse, também em entrevista o analista Sérgio Machado, diretor de Tesouraria do Banco Fator.

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