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Confiança do comércio de Maceió cai mais de 9%, aponta pesquisa

Segundo a Fecomércio, retração de janeiro não representa desânimo, mas ajuste após fluxo no consumo de fim de ano

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Confiança do empresário do comércio recua 9,2% em Maceió
Confiança do empresário do comércio recua 9,2% em Maceió | Foto: — Foto: Ailton Cruz

Depois de um ano de resultados positivos, que teve seu início no mês de setembro do ano passado, alcançando 112 pontos em dezembro de 2025, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Maceió iniciou o ano de 2026 com 106,9 pontos, registrando uma queda mensal de 3,8% e anual de 9,2%.

Os dados do mês são da pesquisa do Instituto Fecomércio, que foi feita em parceria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo Lucas Sorgato, assessor econômico do Instituto Fecomércio AL, o recuo não indica um desânimo do setor empresarial de Alagoas. “Janeiro é, por natureza, um mês de ajuste e acomodação. Após o pico de vendas do último trimestre, o empresário passa a lidar com a redução do fluxo de consumidores. Ou seja, eles ainda estão confiantes, mas há ajustam suas expectativas à realidade, refletindo não uma ruptura, mas sim o retorno a um padrão sazonal de maior cautela”, explica.

Quando avaliado o nível de confiança considerando o porte das empresas, aquelas com até 50 colaboradores, consideradas empresas menores, sentem mais a retração da demanda, enquanto aquelas com mais de 50 colaboradores, tidas como empresas maiores, conseguem sustentar níveis de confiança mais elevados.

“Isso sugere que a desaceleração percebida em janeiro afeta o comércio de forma desigual, sendo mais intensa nos negócios com menor capital de giro e maior dependência do fluxo diário de vendas”, observa o economista.

Apesar de a confiança do empresário seguir positiva, a análise dos números mostra algumas diferenças importantes. Dos três subindicadores, apenas o de Condições Atuais teve alta, com avanço de 1,4% e 81,8 pontos em janeiro. O dado é um reflexo das dificuldades enfrentadas no dia a dia do comércio, como o crédito mais caro, os custos elevados e a queda no consumo.

O subindicador de Expectativas ficou em 132,6 pontos, trazendo uma queda de -7,2%, mas, ainda assim, permanece elevado. Essa estatística sugere que o empresário não perdeu a confiança a médio prazo, mas está mais atento às mudanças. O subindicador de Intenções de Investimento também reflete esse movimento de cautela, pois permanece acima de 106 pontos.

“Esse comportamento é consistente com janeiro, mês no qual o comércio reduz temporários contratados para o final de ano e posterga decisões de expansão até que haja maior clareza sobre o ritmo das vendas no primeiro trimestre”, analisa Sorgato.

*Estagiário sob supervisão.

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