MERCADO
Bolsa volta a bater recorde e encerra com alta de 2,03%, aos 189.699 pontos
Investidor estrangeiro já aportou R$ 30,5 bilhões no segmento de ações brasileiras em quarenta dias


Em mais um dia de euforia no mercado financeiro, a Bolsa de Valores do Brasil voltou a bater recorde, com o Ibovespa encostando na marca inédita de 190 mil pontos.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou essa quarta-feira (11) aos 189.699 pontos, com alta de 2,03%. Durante a tarde, o indicador superou, por diversas vezes, o patamar de 190 mil pontos, mas desacelerou nos minutos finais de negociação.
Registrando cerca de 18% de valorização nos 42 primeiros dias de 2026, o investidor estrangeiro segue dando a tônica dos recordes do índice, registrando ingresso acumulado de R$ 30,5 bilhões no mercado acionário brasileiro em 2026. O volume supera em 20% o capital injetado pela classe em todo ano de 2025.
A desconfiança com a institucionalidade do governo de Donald Trump e a redução da exposição aos ativos ligados à tecnologia nos Estados Unidos segue fomentando, na leitura de analistas, a busca por investimentos que possam render mais em outras geografias.
Os bolsos internacionais procuram, então, diminuir a aposta nas aplicações do país e, ainda que pequena, passam a distribuir parte do capital em fundos que replicam índices acionários de países emergentes, promovendo, assim, os sucessivos recordes que temos acompanhado nos últimos meses — o dessa quarta-feira é o 11º apenas em 2026.
Por conta da menor liquidez na comparação com o mercado americano — a fatia americana da indústria de fundos de investimento representa 70% do capital global, enquanto todos os países emergentes beiram os 6% —, a saída de aplicações dos Estados Unidos, ainda que pequena, promovem uma enxurrada de capitalização nos índices acionários dos países emergentes.
As ações da Petrobras e da Vale alcançaram nessa quarta-feira os maiores valores da história. As ações ordinárias da petrolífera alcançaram os R$ 41,06, enquanto os papéis da mineradora terminaram o dia negociados aos R$ 90,09.
DÓLAR EM QUEDA
Com a entrada de capital estrangeiro, o dólar teve pequena queda e atingiu o menor valor em 21 meses. A moeda estadunidense fechou o dia vendida a R$ 5,187, com queda de R$ 0,009 (-0,18%).
A cotação chegou a ultrapassar os R$ 5,20 nos primeiros minutos de negociação, mas aproveitou o fluxo de capitais externos para países emergentes e passou a cair.
A moeda estrangeira está no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. Em 2026, a divisa acumula queda de 5,5%.
No início das negociações, a notícia de que a economia dos Estados Unidos criou 130 mil empregos em janeiro fez o dólar subir em todo o planeta.
O número representa quase o dobro da projeção de 70 mil empregos criados, o que reduz as chances de o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) cortar os juros da maior economia do planeta.
No entanto, a fuga de recursos dos Estados Unidos a países emergentes continuou, pressionando novamente o dólar para baixo. Além do real, valorizaram-se nesta quarta-feira o peso mexicano, o peso chileno e o peso colombiano..
