Economia
PIB cai 0,8%, mas renda atenua recess�o
Rio de Janeiro, RJ ? A produção de máquinas e equipamentos, as obras de infraestrutura, as exportações e as importações tiveram quedas dignas de uma depressão econômica. Já salários, compras do dia-a-dia e serviços básicos como saúde e educação perderam o ímpeto de meses atrás, mas voltaram a crescer. O retrato da produção nacional no primeiro trimestre do ano, divulgado ontem pelo IBGE, mostra um alívio imediato dos efeitos da crise global para a maior parte da população brasileira -afinal, o setor de serviços é o que mais emprega, o gasto público se mantém em alta e o consumo das famílias move quase dois terços da economia. No entanto, a expectativa de reviver momentos de crescimento mais robusto registrado nos últimos anos esbarra nos resultados dos investimentos públicos e, principalmente, privados, necessários para ampliar a capacidade de produção e que ainda estão distantes de alguma recuperação. ### Investimentos desabam no País Os investimentos foram o destaque negativo do PIB do primeiro trimestre, quando a chamada formação bruta de capital fixo caiu 14% ante o mesmo período de 2008. Foi a maior retração da série histórica do IBGE, iniciada em 1996. Na comparação com o quarto trimestre, os investimentos caíram 12,6% ? também a maior queda já registrada ? e serão os últimos a reagir à crise, segundo especialistas. Com retrações superiores à média do PIB, a taxa de investimento ficou em 16,6%, a menor desde o primeiro trimestre de 2005. O indicador, que mede o volume de investimentos como proporção do PIB, é de mais de 25% em países de acelerado crescimento econômico. ///