TRABALHO
Economia suporta 40 horas semanais, diz estudo do Ipea
Foram analisados os efeitos econômicos da eventual redução da jornada — hoje predominante de 44 horas semanais
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a comentar nessa terça-feira, 17, sobre a proposta de redução da jornada de trabalho semanal. Ela apontou, em publicação no X (antigo Twitter), que um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) “deixou claro que a economia suporta perfeitamente” eventual mudança na escala de 6X1 para 40 horas semanais.
O estudo a que a ministra fez referência é uma nota técnica publicada na terça-feira, 10, pelo Ipea. Foram analisados os efeitos econômicos da eventual redução da jornada — hoje predominante de 44 horas semanais. Como conclusão, foi indicada uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.
Na verdade, a nota técnica do Ipea mostra que a redução da jornada elevaria o custo médio do trabalho celetista em 7,84%, tendo em vista uma jornada de 40 horas semanais. Ao considerar o peso do trabalho no custo total de cada setor, as estimativas indicam “efeitos reduzidos nos custos totais”, de acordo com as conclusões apresentadas.
A análise foi feita com base em microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023. A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas na Rais 2023 tinha jornada de 44 horas semanais.
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O movimento pela redução da jornada 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — ganhou força nos últimos anos no Brasil, impulsionado por debates sobre saúde mental, produtividade e qualidade de vida.