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NÍVEL SOCIAL

6 a cada 10 alagoanos pertencem às classes A, B e C, aponta FGV

População que ascendeu socialmente no estado saltou de 48,2% para 60,115, um crescimento de 11,91 pontos percentuais

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Em todo o País, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza
Em todo o País, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza | Foto: — Foto: Ailton Cruz

O número de alagoanos que ascenderam economicamente saltou de 48,2% para 60,11% – um crescimento de 11,91 pontos percentuais – entre 2022 e 2024, segundo o estudo Evolução das Classes Econômicas Brasileiras divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O estudo analisa a evolução das classes econômicas brasileiras entre 1976 e 2024 e usa como base a renda domiciliar per capita, convertida em renda domiciliar total. O foco é entender como a população se distribui entre as classes E, D, C, B e A ao longo do tempo.

De acordo com a pesquisa da FGV, os limites de renda que definem cada classe econômica no Brasil são os seguintes:

Classe A: renda domiciliar total acima de R$ 14.191

Classe B: renda domiciliar total entre R$ 10.885 e R$ 14.191

Classe C: renda domiciliar total entre R$ 2.525 e R$ 10.885

Classe D: renda domiciliar total entre R$ 1.580 e R$ 2.525

Classe E: renda domiciliar total de até R$ 1.580.

Os pesquisadores da FGV lembram que estes valores servem como referência estatística. Eles não consideram patrimônio acumulado, como imóveis ou aplicações financeiras, nem o custo de vida específico de cada cidade.

Para facilitar o entendimento do público, a FGV converte esse dado em renda domiciliar total, usando o tamanho médio dos domicílios brasileiros. Os valores são corrigidos pelo IPCA e estão expressos em reais a preços médios de 2023.

Esse critério permite comparar pessoas e famílias ao longo do tempo e observar movimentos de mobilidade econômica, como entrada e saída da chamada classe média.

Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados confirmam a eficácia das ações voltadas à população de baixa renda. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, explicou.

Em termos nacionais, o estudo da FGV indica que 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, representando um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.

A pesquisa aponta que a alta foi impulsionada principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito.

Os dados mostram que a distribuição das classes econômicas varia conforme a região do país, o tamanho do município e o perfil do responsável pelo domicílio. Regiões Sul e Sudeste concentram maior proporção de pessoas nas classes A, B e C, enquanto Norte e Nordeste apresentam maior presença nas classes D e E.

Fatores como escolaridade, posição no mercado de trabalho e acesso a rendimentos previdenciários também influenciam diretamente a classificação econômica. Domicílios chefiados por pessoas com ensino superior completo tendem a se concentrar nas classes mais altas.

“A participação das classes A, B, C e da combinação ABC na população total observada atingem em 2024 17,21%, 60,97% e 78,18%, respectivamente, que correspondem aos níveis mais altos de cada uma dessa séries históricas”, diz o economista Marcelo Neri, responsável pelo estudo.

Ele destaca que a renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.

O estudo também mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias..

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