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Mulheres faturam com roupa junina

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Foi com linha, agulha, uma máquina de costura e muita criatividade que um grupo de empreendedores do mercado informal de Maceió encontrou uma maneira de garantir uma boa renda durante as festas juninas. Muito mais do que uma mera atividade extra no mês de junho, as mais de 30 costureiras do shopping popular da Praça da Independência vêm fortalecendo, a cada ano, a tradição dos vestidos de São João ?made in Maceió?. São milhares de peças confeccionadas em ateliês improvisados dentro das barracas. Os vestidos, que começam a ser produzidos meses antes das festas, mal dão conta da demanda, que não para de crescer. Coloridos e cheios de detalhes, eles vestem noivas e damas das quadrilhas escolares e dos forrós improvisados, onde as mulheres fazem questão de se vestir a caráter. A qualidade do produto fez com que as fronteiras do Estado se abrissem. Hoje, as costureiras correm também para entregar em dia pedidos vindos da Paraíba, Pernambuco e até de Brasília. ### Marceneiro profissional se destaca como costureiro Entre a maioria feminina do shopping popular da Praça da Independência, no Centro, um costureiro solitário representa a classe masculina e manda para o espaço a afirmativa de que o homem é ?desajeitado? por natureza. Aos 34 anos, o marceneiro de profissão Carlos André Cabral é hoje um dos principais produtores de vestidos juninos de Maceió. Ao lado da esposa e de um filho, ele chega a produzir 600 vestidos por ano. Carlos André é um dos responsáveis por ditar as tendências de moda a cada São João. ?Nós criamos vários modelos, tem o tomara-que-caia, o de alcinha e o de peitinho?, disse apontando para os vários vestidos pendurados. Ele conta que, dois meses após o fim de junho, já começa a comprar o material, para iniciar a produção do próximo ano. ?Gasto muito com tecido, forro, viés, fita e bico. Invisto para poder ter um bom lucro no mês de junho?, conta ele, que é filho de costureira, mas aprende o ofício com a esposa. ///

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