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Pressionado pelo c�mbio, pre�o do p�ozinho pode subir para R$ 0,25

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O consumidor brasileiro vai gastar mais para comer o pão francês de todo dia. Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), Francisco Maia, a alta do dólar está pressionando os custos do setor, que já segurou o que pode, e deve repassar os custos para o preço do pãozinho. ?As padarias seguraram o quanto puderam o repasse. Mas aquelas que estão precisando recompor caixa mais rapidamente estão repassando a elevação dos custos automaticamente para o preço do pão ao consumidor?. No mês passado, o preço médio do pãozinho no Estado de São Paulo era de R$ 0,17. No começo de julho, o pão francês já estava sendo vendido pelo preço médio de R$ 0,20. Maia acredita que algumas padarias vão terminar o mês vendendo o produto por R$ 0,25 por unidade. ?O repasse de preços não é imediato. O dólar sobe e afeta primeiro o trigo e depois a farinha. Dentro dessa cadeia, o último setor a ser pressionado pelo câmbio é a panificação?. Segundo Maia, o preço do pão francês já acumula uma alta de 20% em 2002 nas 11 mil padarias do Estado de São Paulo. Mas existem padarias vendendo o pão francês proporcionalmente por R$ 0,11. Ele não acredita que o preço do pão francês ultrapasse o patamar de R$ 0,25. ?Os maiores repasses deverão ser feitos pelas padarias que estavam segurando seus preços, principalmente aquelas que cobravam os menores preços?. Além do dólar, o setor também está sendo pressionado pela alta da energia e do gás, usados para assar o pãozinho nas padarias. A variação do dólar impacta o preço do pão, pois a farinha representa 60% de seu custo de fabricação. Como o Brasil importa 85% do trigo, a alta do dólar eleva os custos das padarias. Maia disse que a crise argentina agravou a situação do setor, pois o país vizinho, além de reduzir o volume de embarques de trigo para o Brasil, também elevou o preço do trigo em dólar. No ano passado, o Brasil importou da Argentina 85% do consumo total de trigo do país, que é de 9 milhões de toneladas. Paralelo Em um movimento raro, o dólar paralelo, normalmente mais caro do que o comercial, fechou ontem 15 centavos mais barato do que a cotação ?oficial? em São Paulo e 20 centavos mais barato no Rio. Isso ocorreu porque o salto repentino de quase 10% da cotação nos últimos dois dias assustou quem compra dólar no paralelo e o ?câmbio negro?, embora em alta, ficou sem fôlego para acompanhar o avanço do comercial. Em São Paulo, o dólar paralelo fechou em baixa de 1,56%, vendido a R$ 3,15 e comprado a R$ 3,08. Já o turismo vale R$ 3,28 para a venda e R$ 3,08 para compra, um avanço de 0,92%.

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