CONFLITO NO ORIENTE
Fechamento do Estreito de Ormuz faz preço do petróleo disparar
No Brasil, a Petrobras informou que suas operações seguem seguras e com custos competitivos

A morte do aiatolá Ali Khamenei desencadeou uma nova escalada de tensão no Oriente Médio. Em resposta, o governo do Irã anunciou, nessa segunda-feira (2), o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer embarcação que tente atravessar a região.
O estreito é uma das principais rotas estratégicas para a exportação global de petróleo, ligando grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Um bloqueio efetivo poderia comprometer cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo, pressionando ainda mais as cotações internacionais.
Em meio à crise, os preços do barril dispararam e chegaram a subir até 13%, superando US$ 82 — o maior patamar desde janeiro de 2025.
No Brasil, a Petrobras informou que suas operações seguem seguras e com custos competitivos, sustentadas por rotas alternativas fora da área de conflito. Em nota, a estatal afirmou que a maior parte das importações ocorre fora da região afetada e que eventuais rotas podem ser redirecionadas. Segundo a companhia, não há risco imediato de interrupção nas operações de importação ou exportação.
Apesar disso, agentes do setor de combustíveis avaliam que o cenário abre espaço para pressão sobre os preços internos nos próximos dias. O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirmou que a Petrobras deve aguardar maior acomodação do mercado antes de qualquer decisão.
