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INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

‘AL precisa construir sua própria agenda de desenvolvimento’

Na abertura do Summit, Luis Amorim diz que Estado não pode depender exclusivamente das dinâmicas do Centro-Sul

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Luiz Amorim destaca desafios de AL na abertura do Summit
Luiz Amorim destaca desafios de AL na abertura do Summit | Foto: Alisson Frazão

Na abertura dos trabalhos da 5ª edição do Gazeta Summit, ontem, no Centro de Inovação de Jaraguá, o diretor-executivo da Gazeta de Alagoas, Luis Amorim, defendeu a necessidade de Alagoas construir sua própria agenda de desenvolvimento, sem depender exclusivamente das dinâmicas econômicas do Centro-Sul do país.

Ele ressaltou que o estado já demonstrou, historicamente, capacidade de transformar vocações naturais em desenvolvimento, citando a cadeia da cana-de-açúcar como exemplo emblemático. Ao projetar 2050, porém, o dirigente defendeu um salto qualitativo: agregar ciência aplicada, tecnologia, bioeconomia e sustentabilidade ao modelo produtivo.

Entre os potenciais destacados estão o gás natural, a estrutura estratégica do Porto de Maceió, a malha rodoviária que facilita o escoamento da produção, o setor imobiliário e o turismo — este último considerado articulador de toda a cadeia de serviços.

Amorim também apontou a biomassa como elemento estruturante da futura matriz produtiva, defendendo uma cogeração eficiente de energia e consolidação da economia circular. Na cadeia do plástico, afirmou que o material pode deixar de ser vilão ambiental para protagonizar processos limpos, com embalagens inteligentes e biodegradáveis, integrando petroquímica, logística e pesquisa.

A projeção inclui ainda cidades mais sustentáveis, com uso racional de água, materiais de menor impacto ambiental e urbanismo inovador. “Não estamos falando apenas de crescimento, mas de qualidade e sofisticação produtiva”, sintetizou.

“Queremos projetar as mudanças para um futuro que parece não tão breve, mas que está logo ali. Nosso Estado aprendeu a transformar vocação natural em desenvolvimento econômico, desde o tempo da cana-de-açúcar. Ao projetarmos 2050, falamos de tecnologia, ciência aplicada, sustentabilidade e bioeconomia. Estamos falando de agregar valor ao que antes era subproduto, de ampliar a competitividade internacional, com o etanol de terceira geração, por exemplo”, destacou.

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