loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 05/03/2026 | Ano | Nº 6174
Maceió, AL
23° Tempo
Home > Economia

CAPITAL ALAGOANA

Nível de consumo de famílias registra queda de 11 pontos em um ano em Maceió

Maior variação é percebida entre classes média e baixa, com renda de até 10 salários, aponta Fecomércio

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp
Imagem ilustrativa da imagem Nível de consumo de famílias registra queda de 11 pontos em um ano em Maceió
| Foto: Via Fecomércio

O nível de consumo das famílias na capital alagoana segue em queda pelo oitavo mês consecutivo, segundo pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias realizada pela Fecomércio-AL. De fevereiro de 2025 ao mesmo mês deste ano, foram 11 pontos perdidos no intervalo de um ano, aproximando-se do nível de insatisfação dos consumidores. A maior variação, no entanto, é percebida entre as classes média e baixa, com renda de até 10 salários mínimos por família, enquanto os lares que ultrapassam essa marca se sentem mais estáveis economicamente.

A pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de Alagoas reflete a visão das famílias maceioenses acerca da atual situação econômica do país. O índice, que pode variar de 0 a 200, mede o grau de satisfação (maior que 100) e de insatisfação (menor que 100) dos consumidores. A série histórica do ICF registra média geral de 113,7 pontos em fevereiro do ano passado. Em fevereiro deste ano, Maceió registrou perda de 11 pontos, resultando em apenas 102,5.

“Embora o índice ainda permaneça ligeiramente acima da linha dos 100 pontos, que tecnicamente delimita a zona de satisfação, o movimento evidencia enfraquecimento consistente da confiança das famílias”, observa o assessor econômico do Instituto Fecomércio, Lucas Sorgato.

Demais estatísticas revelam um sentimento de estabilidade por parte do consumidor. A impressão do maceioense em relação à situação atual do emprego é de que 35,6% se sentem mais seguros, enquanto 15,4% se sentem menos seguros e 45,9% acreditam que não houve mudança no intervalo de um ano.

Tratando de crescimento profissional, o cenário é de positividade. A perspectiva de 44,5% dos entrevistados é de melhora nos próximos seis meses. Já 23,4% creem que não haverá mudança para melhor, e 32,1% não souberam responder.

Um dos fatores mais sensíveis aos consumidores é a renda. Para 51,3%, a renda atual permanece na mesma média de 12 meses atrás, enquanto 31,2% afirmaram ter registrado melhora e 17,4%, piora. Nessa comparação, as famílias com renda mensal de até 10 salários mínimos e as que excedem esse valor apresentam grande diferença de percepção nesse intervalo de tempo. Entre os lares com até 10 salários mínimos, 28% informaram melhora e 18,4%, piora, enquanto 80,5% das famílias com mais de 10 salários mínimos registraram melhora e apenas 2,4%, piora.

“A capital alagoana acompanha a tendência nacional de moderação da confiança, mas com maior volatilidade. Economias regionais com renda média mais baixa tendem a reagir de forma mais intensa às oscilações de crédito e inflação, o que amplifica os movimentos do índice local”, explica Sorgato.

O mesmo padrão de oscilação nas estatísticas da pesquisa pode ser identificado no nível de consumo atual. De forma geral, 40,8% acreditam estar comprando menos produtos com a mesma renda de um ano atrás. Outros 34% dizem estar na mesma situação e 25,3% afirmam estar comprando mais. Quando os dados são separados por renda familiar, as famílias com ganhos de até 10 salários mínimos parecem ser as mais afetadas. Apenas 22% dizem estar comprando mais, enquanto 42,7% afirmam estar comprando menos. A situação se inverte nos lares com renda mensal acima de 10 salários mínimos, que registram 74,4% de percepções de estar comprando mais e apenas 12,2% de estar comprando menos.

Para as classes média e baixa, a perspectiva para os próximos meses é bastante dividida. 41,3% se mostraram otimistas em relação ao futuro, acreditando em melhora, enquanto 43,6% têm uma visão pessimista e creem que a situação pode piorar ainda mais. Apenas 13,3% acham que as coisas continuarão como estão.

*Sob supervisão da Editoria

Relacionadas