Economia
Reciclagem de pl�stico ser� incentivada
São Paulo, SP ? Com o objetivo de reduzir o consumo de sacolas plásticas pelos consumidores brasileiros, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançou ontem a campanha Saco é um saco, em parceria com a Wal-Mart Brasil. Na ocasião, o ministro prometeu incentivar as cooperativas de reciclagem de plástico, para torná-las tão viáveis quanto as de latinhas de alumínio. ?Estamos fazendo uma campanha, em conjunto com a iniciativa privada, para mexer não só na consciência dos consumidores, como também no circuito produtivo. E o próximo passo será junto às indústrias e recicladores de plástico. Devemos incentivar a indústria de reciclagem, retirando impostos sobre esses produtos, que já tiveram uma vida útil e já pagaram todos os impostos. Isso pode e deve ser feito. E a meta é fazer com que a reciclagem de sacolas atinja o nível da reciclagem de latinhas de alumínio. * O repórter viajou a convite do Wal-Mart ### Ministro teme boicote generalizado Ao anunciar que está providenciando mecanismos para que o boicote ao gado de origem de fazendas que desmataram as florestas não se torne generalizado, durante o lançamento da campanha Saco é um saco, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou ontem que tomará medidas para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não financie frigoríficos que comercializem carne dessas fazendas que foram embargadas por desmatarem a Amazônia. ?Geralmente quem desmata não tem a regularidade sanitária, faz o abate ilegal e ainda joga as tripas do boi pirata no rio. Então vamos em cima do BNDES para ele não financiar o frigorífico que compra carne de fazenda que está desmatando. Já assinamos um protocolo geral e vamos assinar um particular esta semana?, disse o ministro. ### Empresas firmam pacto socioambiental Incentivadas pelo conceito da ?ecoeficiência?, que tem sido difundido no Brasil pela rede Wal-Mart, 20 empresas fornecedoras de produtos que dominam uma parcela significativa do mercado varejista nacional aderiram ontem, na capital nacional da poluição, ao Pacto pela Sustentabilidade Wal-Mart Brasil. O compromisso prevê investimentos em práticas de mercado que levem em conta a preservação dos recursos naturais e foi aplaudido até pelo organismo internacional mais radical na defesa da natureza: o Green Peace. Segundo o presidente da Wal-Mart Brasil, Héctor Núñez, o pacto foi construído pela maioria dos mais de 300 fornecedores e 200 organizações não-governamentais reunidas ontem no auditório do Hotel Hyatt, em São Paulo. O executivo disse que o objetivo do tratado é a construção de uma cadeia comercial alinhada com os valores do desenvolvimento sustentável. E afirma que terá o consumidor como o mais implacável fiscal das políticas ecoeficientes. ///