loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 27/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

PREÇOS EM ALTA

Cesta básica de Maceió registra 4ª maior alta do Brasil em fevereiro

Pesquisa da Conab e Dieese aponta que o conjunto de produtos custa R$ 603,92 na capital alagoana; tomate puxou o aumento

Ouvir
Compartilhar
Tomate foi ‘vilão’ da inflação em Maceió, com alta de 18,72%
Tomate foi ‘vilão’ da inflação em Maceió, com alta de 18,72% | Foto: Ailton Cruz

O custo da cesta básica em Maceió registrou alta de 1,87% no mês de fevereiro de 2026, atingindo o valor de 603,92 reais. O avanço nos preços locais seguiu tendência nacional, já que o conjunto de alimentos essenciais ficou mais caro em 14 das 27 capitais brasileiras pesquisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a capital alagoana já registra uma alta de 2,41%.

Apesar do reajuste mensal, Maceió mantém posição favorável no ranking nacional, sendo a terceira capital com a cesta mais barata do país. A cidade fica atrás apenas de Aracaju (562,88 reais) e Porto Velho (601,69 reais). No outro extremo da tabela, São Paulo lidera com o conjunto de alimentos mais caro do Brasil, custando 852,87 reais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 826,98 reais.

Para comprar a cesta básica, o cidadão remunerado pelo salário mínimo de 1.621,00 reais precisou dedicar 81 horas e 58 minutos de jornada em fevereiro. Em janeiro, o tempo exigido era de 80 horas e 28 minutos. O comprometimento da renda para a alimentação básica subiu de 39,54% para 40,28% no período.

A análise detalhada dos produtos revela que o tomate foi o principal responsável pela inflação em Maceió, com alta de 18,72% em apenas um mês. Outros itens que pressionaram o índice incluem o feijão carioca, com 5,66%; a farinha de mandioca, com 3,52%; a carne bovina de primeira, com 1,57%; e o pão francês, com 0,13%. A alta do feijão decorre da oferta restrita, causada por dificuldades de colheita e pela menor área de produção, enquanto a carne permanece valorizada devido à baixa disponibilidade de animais prontos para o abate e ao forte desempenho das exportações.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Em contrapartida, sete itens da cesta em Maceió registraram queda. As reduções mais expressivas ocorreram no arroz agulhinha, com recuo de 3,13%; no leite integral, com menos 3,11%; na banana, com baixa de 3%; e no açúcar cristal, com queda de 2,16%. O óleo de soja também ficou mais barato, recuando 1,92%, devido ao excesso de oferta do grão e à valorização do real frente ao dólar, o que reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado externo.

O cenário futuro preocupa o governo federal devido à instabilidade internacional. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, manifestou receio de que a escalada de conflitos, sobretudo no Oriente Médio, impacte os preços no Brasil. O temor é que uma eventual alta no petróleo eleve os custos de produção e transporte, enquanto um dólar mais forte encareça fertilizantes e produtos cotados em moeda americana, como carne, soja e milho.

Por fim, o levantamento reforça o abismo entre o salário mínimo atual e o necessário para sustentar uma família de quatro pessoas, conforme prevê a Constituição. Com base na cesta mais cara do país, estima-se que o mínimo ideal fosse de 7.164,94 reais em fevereiro. Isso representa 4,42 vezes o piso vigente de 1.621,00 reais, evidenciando o desafio contínuo do trabalhador para suprir despesas básicas que vão além da alimentação, como moradia, saúde, educação e transporte.

Relacionadas