Economia
Fruticultura muda a cara do campo
Maragogi ? Onde antes imperava o verde único da cana-de-açúcar, se espraiam hoje hectares e mais hectares de uma infinidade de tons esverdeados, de amarelo-maracujá, de vermelho-acerola, que só a fruticultura é capaz de produzir por estas paragens. A metamorfose só foi possível graças ao processo de reforma agrária, conduzido de forma prodigiosa pela Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados de Maragogi (Coopeagro). Aliada à apicultura e à agricultura de subsistência, a atividade forma o alicerce que sustenta dignamente no campo 95 famílias de trabalhadores rurais, em nove assentamentos criados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas. ### Polpas de fruta atravessam divisas De Paripueira a Maragogi, no Litoral Norte alagoano, e de São José da Coroa Grande a Porto de Galinhas, Sul de Pernambuco, é possível encontrar as polpas de fruta produzidas pela Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados de Maragogi (Coopeagro). A instituição conseguiu expandir o mercado e dinamizar a comercialização destes produtos. Com recursos próprios, a cooperativa adquiriu 20 freezers, distribuídos por meio de comodato gratuito com os revendedores em diversos municípios ? a maioria em Alagoas ? onde são comercializadas polpas de 18 sabores. Um caminhão-baú refrigerado reabastece os pontos religiosamente, em datas pré-estabelecidas. O veículo foi conseguido por meio de empréstimo a um banco italiano. ### Cooperativa tenta renovar convênio A Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados de Maragogi (Coopeagro) busca renovar o convênio firmado em 2007 com a Petrobras que, por meio do programa Fome Zero, viabilizou a execução do projeto Sarepta. O objetivo é consolidar a instalação da fábrica de sucos naturais engarrafados. O maquinário chegou e já foi instalado no início do ano, mas falta capital de giro para movimentar o negócio. O projeto Sarepta disponibilizou R$ 600 mil. Desse montante, R$ 350 mil foram usados para a compra do maquinário e o restante na construção de barragens, realização de cursos de capacitação, entre outras ações estruturantes. O acesso ao microcrédito, por meio do Banco do Nordeste (BNB) e do Funcred, também impulsionou a produção da cooperativa. ///