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ALERTA PARA O CONSUMIDOR

Sefaz: preços de ovos de Páscoa variam até R$ 60 em Alagoas

Na capital, produtos estão distribuídos em mais de 20 bairros; menor valor está na Jatiúca e maior na Cidade Universitária

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Os preços de ovos de Páscoa em Alagoas podem variar em até R$ 60 para um mesmo produto, da mesma marca, segundo levantamento feito pela plataforma Economiza Alagoas, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AL).

A ferramenta permite que consumidores consultem, em tempo real, os valores praticados em estabelecimentos físicos em todo o Estado, facilitando a busca por opções mais econômicas durante a Semana da Páscoa.

De acordo com dados levantados na última sexta-feira (27), em Maceió, os preços variam entre R$ 2 e R$ 173,90, com produtos distribuídos em mais de 20 bairros. O menor valor foi encontrado na Jatiúca, enquanto o maior está na Cidade Universitária.

Já em Arapiraca, os preços vão de R$ 2,49 a R$ 139,90, com itens disponíveis em mais de 15 bairros. O produto mais barato foi identificado na região do Canaã e o mais caro no Centro.

A pesquisa pode ser feita por meio do código de barras ou pela descrição do produto, além de informar a disponibilidade nos estoques das lojas.

Para acessar o sistema, o consumidor deve realizar cadastro como pessoa física no site da Nota Fiscal Cidadã e, em seguida, utilizar os mesmos dados de login para entrar no Espaço do Consumidor da plataforma.

INTENÇÃO DE COMPRA

Levantamento feito pelo Instituto Locomotiva revelou que, mesmo com 69% dos brasileiros considerando o preço dos ovos de Páscoa injustos em relação às barras de chocolate com o mesmo peso, 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à data neste ano.

O percentual equivale a 148 milhões de pessoas. O índice é 4 pontos percentuais maior do que o declarado em 2025, quando 86% tinham intenção de comprar.

Foram entrevistados 1.557 brasileiros com 18 anos de idade ou mais, em todo o país, entre os dias 25 de fevereiro e 13 de março.

De acordo com a análise feita em parceria com a QuestionPro, a intenção de compra é mais alta entre a população de maior renda: pretendem comprar 95% das classes AB; 88% da classe C e 80% das classes DE.

Entre aqueles que têm filhos, 93% pretendem comprar, ante 82% entre os que não têm.

Dos que pretendem comprar chocolates, 69% afirmam que vão presentear. Aqueles que vão comprar qualquer chocolate para consumo próprio são 67% e os que vão comprar ovos para si são 63%.

O estudo mostra ainda que 61% apontaram que o preço é o principal fator para escolha, seguido pela qualidade dos ingredientes (53%), tamanho do produto (44%), marca conhecida (43%) e variedade de sabores (40%).

Também aparecem como relevantes a embalagem (29%), o conteúdo temático, como brindes e personagens (27%), e a oferta de opções para dietas especiais, como produtos sem lactose ou veganos (12%).

Outros 68% afirmam preferir produtos artesanais, feitos por pequenos produtores.

Segundo o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, embora as marcas tradicionais ainda liderem em volume, os chocolates artesanais ganham relevância na decisão de compra.

“Há uma busca crescente por produtos mais personalizados, com identidade e propósito. Esse movimento não só amplia as opções para o consumidor, como também fortalece o microempreendedor brasileiro”, disse.

FORMATO

Os ovos continuam sendo os preferidos nas compras para crianças, com 68%, ante 56% dos que mencionam chocolates em formatos tradicionais. Entre os adultos, 66% pretendem presentear com ovos de Páscoa e 63% com formatos tradicionais.

Quando questionados sobre o que gostariam de ganhar, o percentual é igual para ovos e formatos tradicionais: 72%.

“A pesquisa mostra que o chocolate segue no centro da Páscoa e que o formato ovo não carrega sozinho o consumo na data. Esse significado permanece mais forte quando o presente é para crianças, onde o ritual ainda faz diferença”, explica Meirelles.

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