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PREVIDÊNCIA

Governo Lula demite o presidente do INSS e nomeia servidora de carreira

Troca anunciada pelo ministro da Previdência ocorre após a fila do órgão bater a marca inédita de 3,1 milhões de pedidos

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O presidente do INSS Gilberto Waller Júnior, durante entrevista
O presidente do INSS Gilberto Waller Júnior, durante entrevista | Foto: — Divulgação

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu demitir o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller Júnior. Ele havia assumido o órgão no fim de abril de 2025, após a Operação Sem Desconto, voltada à investigação de fraudes nos descontos associativos de beneficiários.

A troca foi anunciada em nota pelo ministro Wolney Queiroz (Previdência) nessa segunda-feira (13) e ocorre após a fila do INSS bater a marca inédita de 3,1 milhões de pedidos no início deste ano. A redução do estoque de pedidos havia sido uma promessa de Lula em 2022 e voltou a ser uma de suas preocupações em ano eleitoral.

Integrantes do governo manifestam há meses insatisfação com o desempenho de Waller Júnior na gestão da fila e com a falta de diálogo com o ministério, mas havia receio de substituí-lo durante os trabalhos da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, criada para apurar as fraudes nos descontos associativos.

Com o término da CPMI, no fim de março, a avaliação no Executivo é que chegou o momento de "virar a página" do escândalo, mudar a gestão e concentrar esforços na redução da fila de pedidos. Essa será a principal missão da nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, servidora da carreira de analista do seguro social.

Segundo relatos, Waller Júnior foi comunicado da decisão de substituí-lo na manhã desta segunda, pouco antes da divulgação da troca. Ele e o ministro mantiveram uma relação conturbada no tempo em que conviveram em seus respectivos cargos. O agora ex-presidente do INSS havia sido nomeado diretamente pelo Palácio do Planalto no auge do escândalo dos descontos, sem anuência do ministério.

Sua substituta atuava antes como secretária-executiva adjunta do MPS (Ministério da Previdência Social) —ou seja, auxiliar direto de Queiroz. Também já foi presidente do CRPS (Conselho de Recursos da Previdência Social), colegiado que faz a análise administrativa de pedidos de reconsideração relativos aos benefícios.

Aliados do ministro negam que a mudança decorra de influência política do PDT, partido ao qual ele é filiado e que historicamente faz indicações para a área da Previdência.

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