CASA PRÓPRIA
Número de domicílios alugados avança mais de 42% em Alagoas
De acordo com o IBGE, o número de residências alugadas em Alagoas corresponde a 32,2% do total de imóveis no Estado
O número de domicílios alugados em Alagoas saltou de 179 mil para 255 mil entre 2016 e 2025, um crescimento de 42,4% no período, segundo levantamento divulgado nessa sexta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, 144 mil imóveis estão localizados na capital alagoana, o que corresponde a 39% do total.
De acordo com o IBGE, o número de domicílios alugados em Alagoas corresponde a 32,2% do total de imóveis no Estado, que soma 1,1 milhão.
O levantamento do IBGE mostra ainda que do total de imóveis próprios, 715 mil já estão totalmente pagos, enquanto outros 53 mil ainda estão sendo quitados.
Em dez anos, o número de domicílios próprios em Alagoas saltou de 711 mil para 768 mil – um crescimento de 8% no período.
Em todo o País, o número de domicílios alugados chegou a 18,9 milhões no ano passado, o equivalente a 23,8% do total de moradias (79,3 milhões).
Com o resultado, a proporção renovou o recorde da série histórica iniciada em 2016, quando o aluguel respondia por 18,4% do total. A máxima anterior era de 23%, verificada em 2024.
Já os domicílios próprios já pagos somaram 47,8 milhões de unidades no ano passado, o equivalente a 60,2% do total. É a menor participação já registrada.
Em números absolutos, as duas categorias cresceram ao longo da série, acompanhando o aumento da população, mas a alta dos lares alugados foi mais intensa. Isso explica por que esses imóveis ganharam participação enquanto os próprios já pagos perderam.
De 2016 para 2025, o número de endereços alugados aumentou 54,1% (de 12,3 milhões para 18,9 milhões). Os domicílios próprios já quitados subiram 7,3% (de 44,5 milhões para 47,8 milhões).
A pesquisa do IBGE não detalha o que leva uma pessoa a migrar para o aluguel ou para a casa própria, mas é possível que o aumento "consistente" da renda nos últimos anos não tenha sido suficiente para permitir a compra de imóveis por uma parcela maior da população, segundo William Kratochwill, analista do IBGE.
"As pessoas crescem, casam e formam família ou vão trabalhar e morar sozinhas, mas não estão conseguindo comprar [a casa]. Isso parece ser um fato. Estão optando mais pelo aluguel", disse.
O instituto pesquisa os imóveis próprios ainda em pagamento em uma categoria separada. Em 2025, essa condição alcançou 5,4 milhões de lares, o equivalente a 6,8% do total, a maior participação da série. O recorde anterior havia sido registrado em 2019 (6,4%).
O número de domicílios próprios ainda em pagamento subiu 31,2% se comparado a 2016 (4,1 milhões). Também é um avanço inferior ao dos imóveis alugados (+54,1%).
Somados, os lares próprios já pagos e os ainda em pagamento contabilizaram 53,1 milhões de unidades em 2025, respondendo por 67% do total de moradias. É a menor proporção da série.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na quarta-feira (15) um aporte de R$ 20 bilhões para programas de habitação como o Minha Casa, Minha Vida. A origem dos recursos é o Fundo Social.
Também foi anunciada uma expansão no Reforma Casa Brasil, programa que subsidia reformas. Os anúncios vêm no momento em que Lula procura aumentar sua popularidade visando à reeleição em outubro deste ano.
Conforme o IBGE, o Distrito Federal é a unidade da Federação com o maior percentual de domicílios alugados: 34,5%. Goiás (28,8%) e Mato Grosso (28,7%) vêm na sequência do ranking de 2025.