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Juro ao consumidor demora a cair

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São Paulo, SP ? Os juros cobrados do consumidor e das empresas têm recuado desde que o Banco Central começou a cortar a taxa básica, em janeiro último, mas não no mesmo ritmo da Selic. Entretanto, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a tendência é que caiam mais rapidamente nos próximos meses, mesmo que o Comitê de Política Monetária (Copom) pare de reduzir o valor de referência. ?No início deste ano, pesou muito a questão conjuntural. Diante da crise, as instituições financeiras reagiram às incertezas sobre o cenário diminuindo a oferta de crédito, o que significou aumento dos spreads [diferença entre a taxa que os bancos captam recursos e aquela aplicada na concessão de financiamentos]. De lá para cá, o panorama foi melhorando e, com isso, os juros passaram a recuar. Provavelmente, continuarão caindo com mais força?, diz Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban. ### Fiesp e Fecomércio acharam corte de 0,5% insuficiente | DENYSE GODOY - ÁLVARO FAGUNDES / Folhapress São Paulo, SP ? O corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros foi considerado insuficiente por representantes da indústria comércio e dos trabalhadores. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a taxa básica precisa chegar ao patamar de 7% ? com a redução anunciada na última quarta-feira (22), passou para 8,75%. ?A Selic de 7% induzirá o aumento dos investimentos das empresas e o consumo das famílias, promovendo a retomada do crescimento?, disse Skaf, por meio de nota. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, avalia que o corte poderia ter sido maior. ?A redução no ritmo de abrandamento da política monetária é prematura e equivocada?, afirmou. ///

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