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Sindicom defende liberdade de pre�os dos combust�veis

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Rio de Janeiro - O Sindicato Nacional das Empresas de Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) se diz contra qualquer tipo de intervenção do governo sobre os preços de combustíveis e do gás. A entidade defende que a abertura do mercado, ainda em um momento de adaptação, deve ser mantida sem a interferência do governo ou da fixação de preços máximos dos combustíveis. ?Qualquer tipo de intervenção é um retrocesso, principalmente no momento em que estamos vivendo depois de tudo que se conseguiu com a liberdade de preços e o aumento da concorrência?, afirmou o vice-presidente do Sindicom, Leonardo Gadotti Filho. Por outro lado, o presidente da entidade, João Pedro Gouvêa Vieira Filho, afirmou que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) deve intervir no mercado sempre que houver distorções, mas somente por meio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Secretaria de Direito Econômico (SDE), como já é previsto na atual legislação. Em janeiro deste ano, o mercado de distribuição de combustíveis foi aberto com a possibilidade de entrada de novos concorrentes além da Petrobras, e os preços de combustíveis, inclusive os da estatal, deixaram de sofrer controle governamental. A Petrobras, desde então, reajustou sucessivamente os preços de seus combustíveis. Os aumentos na gasolina e, principalmente, no gás vêm causando uma forte pressão na inflação e pesando no bolso do consumidor. Recentemente, o governo determinou que a ANP tivesse um papel mais ativo nos controles dos preços. O principal problema é que a política de reajustes da Petrobras está atrelada à variação do dólar, que no ano já subiu 50%, e aos preços internacionais dos combustíveis, que registraram alta após a abertura do setor. O Sindicom disse que o atual momento não é propício a um reajuste de preços pela Petrobras, por causa da forte volatilidade cambial.

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