Economia
Acordo com o FMI passa por entendimento com oposi��o
O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou, ontem, que as negociações entre o governo brasileiro e a instituição tiveram ?um bom começo? ontem, estão sendo tocadas ?intensamente? e com ?alguma urgência, dado o nervosismo do mercado?. O porta-voz do Fundo, Thomas Dawson, acrescentou que as negociações envolvem uma prorrogação do atual acordo até o ano que vem, com um possível aumento de recursos, mas ressalvou que ?é muito cedo para falar sobre a natureza exata? do arranjo que está sendo discutido. Ele deixou claro, no entanto, que qualquer que seja seu formato final, o acordo ?requererá um entendimento? dos candidatos da oposição ao Planalto de que eles manterão as políticas básicas que forem acertadas. Ciente da sensibilidade do tema, Dawson esforçou-se para deixar vaga a terminologia a ser usada, nesse particular. Ele afirmou que a palavra ?compromisso?, atribuída pela imprensa brasileira à vice-diretora-gerente, Anne Krueger, não traduz exatamente o que ela disse em São Paulo, na sexta-feira, quando se pronunciou sobre o tipo de disposição que os candidatos teriam de ter em relação a um novo acordo entre o Brasil e o FMI. O dono do programa De acordo com o porta-voz, Krueger falou em ?entendimento? para dizer que é necessário que haja uma compreensão não apenas do governo, mas dos demais atores políticos, sobre a continuidade das políticas que lastrearão o acordo. Dawson fez uma descrição esclarecedora sobre o processo de negociação, visto da perspectiva do FMI. ?À medida que avançamos, vemos o que um novo programa potencial incluiria?, ressaltou. ?Veríamos, então, que tipo de apoio político (ele teria).? O conceito, explicou o porta-voz, é de que o País, e não o Fundo, é o dono do programa.