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D�lar tem reviravolta estrondosa e cai 9,22%

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São Paulo ? O dólar encerrou a quinta-feira com uma queda de 9,22%, após os ajustes com o fechamento do pregão eletrônico, vendido a R$ 3,15 e comprado R$ 3,14, segundo números do fechamento definitivo, em uma reviravolta estrondosa após acumular alta de 15% nos últimos três dias e bater, anteontem, em R$ 3,61. O risco-Brasil desabou 10,61% para 2.062 pontos. Os dois fatores que contribuíram para a melhora do humor do mercado foram as declarações favoráveis ao Brasil do secretário do Tesouro dos EUA, Paul O?Neill, e os rumores sobre o resultado de uma nova pesquisa eleitoral, que mostraria o candidato do governo, José Serra (PSDB), se aproximando do segundo colocado, o oposicionista Ciro Gomes (PPS). O dólar já vinha operando em queda durante todo o dia, graças ao alívio pela virada do mês, que acabou com a briga para forçar a cotação e maximizar o lucro de quem apostou na alta do dólar para agosto no mercado de futuros. Há pesquisas da Toledo & Associados e do Vox Populi registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para sair nos próximos dias. Com o volume baixo de negócios registrado, ontem, cada operação produzia impacto sobre as cotações. A partir das 15h30, entretanto, a queda ganhou força, quando começaram a circular pelo mercado rumores de que em um novo levantamento o candidato preferido pelo mercado, o governista José Serra, hoje em terceiro lugar das pesquisas, teria se aproximado do segundo colocado, o oposicionista Ciro Gomes, candidato da Frente Trabalhista. Além disso, também no fim da tarde, o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O?Neill, que recentemente equiparou o Brasil à Argentina, ontem fez elogios rasgados à atuação do governo brasileiro. Além disso, O?Neill afirmou que os EUA apoiariam uma ajuda financeira ao país. Exagero Uma missão chefiada pelo secretário do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, está em Washington negociando um novo empréstimo com o FMI. Entretanto, em um comunicado feito durante a manhã, que encheu de expectativa o mercado, o porta-voz do Fundo, Thomas Dawson, não deu prazos para a liberação do dinheiro e tampouco falou em montantes, limitando-se a dizer que um novo acordo poderia se estender até o fim de 2003, e que seria necessário o apoio dos candidatos à Presidência.

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