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TARIFA

Conta de luz em Alagoas terá reajuste médio de 5,43% a partir de maio

Aumento autorizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica atinge cerca de 1,43 milhão de unidades consumidoras

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Além do reajuste, consumidor terá bandeira tarifária amarela
Além do reajuste, consumidor terá bandeira tarifária amarela | Foto: — Divulgação

O consumidor alagoano pagará mais caro pela conta de luz a partir da próxima segunda-feira (3). Nessa terça-feira (28), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou reajuste médio de 5,43% para os cerca de 1,43 milhão de unidades consumidoras de energia em Alagoas.

O maior impacto será sentido pela indústria, que sofreará aumento de 7,8%. Já os consumidores de baixa tensão (que inclui os residenciais de baixa renda) sofrerão reajuste de 4,71%.

De acordo com a agência reguladora, os fatores que mais impactaram no cálculo do reajuste foram os encargos setoriais e os custos de aquisição de energia. "Os índices aprovados foram reduzidos pela aplicação de diferimento tarifário, mecanismo que permite postergar para ciclos futuros custos reconhecidos no reajuste, reduzindo o impacto imediato para os consumidores, conforme estabelecido nos Procedimentos de Regulação Tarifária", justificou a Aneel, em nota.

O impacto do reajuste será mais forte porque a agência reguladora anunciou que a bandeira tarifária em maio será amarela, com um acréscimo nas contas de luz para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

"Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos", explicou a agência reguladora.

A conta de luz está com bandeira verde, sem acréscimo, desde janeiro, definida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios.

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica.

Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta tem acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

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