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PETROQUÍMICA

Presidente da Petrobras assume Conselho da Braskem

Nome de Magda Chambriard é aprovado em assembleia de acionistas nessa quarta

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Chambriard voltou à Petrobras como diretora-presidente em 2024
Chambriard voltou à Petrobras como diretora-presidente em 2024 | Foto: — Divulgação

A Petrobras informou ao mercado, nessa quarta-feira (29), que indicou a atual presidente da companhia, Magda Chambriard, para ocupar a presidência do Conselho de Administração da Braskem.

A indicação de Chambriard ocorre uma semana depois de a Novonor (antiga Odebrecht) vender sua fatia na petroquímica. Na semana passada, também foi firmado um novo acordo de acionistas que estipula maior influência da Petrobras sobre a gestão da Braskem.

Magda Chambriard é engenheira civil com mestrado em Engenharia Química pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). Ela começou sua trajetória na Petrobras no início dos anos 1980. Mais tarde, entre 2012 e 2015, esteve à frente da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Em junho de 2024, Chambriard retornou à Petrobras como diretora-presidente.

A chapa para o Conselho de Administração da Braskem conta ainda com William França da Silva e Fernando Sabbi Melgarejo, oriundos da Petrobras. Atualmente, França é o presidente do conselho da Transpetro, enquanto Melgarejo é diretor financeiro da Petrobras.

PETROBRAS E BRASKEM

Na semana passada, depois do anúncio da gestora IG4 Capital de que havia comprado a fatia da Novonor na Braskem, a Petrobras (sócia da petroquímica) informou que fechou um acordo de acionistas com o novo controlador da empresa.

De acordo com a Petrobras, o objetivo do acordo é garantir o “controle compartilhado” da Braskem. Com o negócio, a IG4 Capital passa a ter 50,1% do capital votante da petroquímica. A Petrobras, por sua vez, manterá sua fatia de 47%. O restante das ações será negociado no mercado.

Ainda segundo a Petrobras, o acordo com a IG4 inclui a obrigatoriedade de consenso entre as partes em todas as deliberações do Conselho de Administração e da Assembleia Geral. A estatal segue com o direito de indicar número igual de representantes para o conselho e para a diretoria em relação ao novo sócio.

Atualmente, dos 11 integrantes do Conselho de Administração, a Petrobras conta com apenas três cadeiras. A companhia não possui participação na gestão da empresa.

No último dia 21, a IG4 já havia informado que o novo acordo de acionistas estipularia que “a governança da companhia será equilibrada” com a Petrobras, com “a obrigação de obtenção de consenso nas deliberações” do Conselho de Administração e das assembleias de acionistas e “o direito à indicação, pelas partes, de número igual de membros para o Conselho de Administração e a diretoria estatutária”.

Com prejuízo líquido de R$ 11 bilhões em 2025 e uma dívida total de US$ 9,4 bilhões (R$ 47 bilhões), a Braskem enfrenta dificuldades financeiras e está à beira de pedir proteção contra credores. Ainda assim, a IG4 Capital garantiu que “um novo plano de reestruturação” da companhia “será apresentado pela nova diretoria executiva tão logo assuma suas funções”.

Segundo fontes, a partir de agora a Petrobras quer ter mais poder na gestão da empresa. Para isso, vai ainda indicar os diretores da área operacional da Braskem. Já a IG4 fico com os executivos da área financeira além de nomear Helcio Tokeshi, sócio da IG4, como CEO da Braskem.

Uma fonte lembrou que, com a maior presença da Petrobras, no comando da Braskem, ela passa a ter de fato poder de decisão na empresa. Essa fonte lembrou que, com a direção na área operacional, e o comando do Conselho, a estatal passa a ter a força de aprovar ou negar determinados projetos.

Para essa fonte, por isso, a companhia não precisou exercer seu direito de preferência ou aumentar sua fatia acionária na Braskem. Na prática, conclui a fonte, a Braskem passa a operar quase que como uma subsidiária sem ser da estatal de forma direta.

Desde o ano passado, a Petrobras, com a gestão de Magda, passou a desenvolver projetos com o objetivo de ampliar a integração entre os principais ativos no estado do Rio, como Reduc, Rota 3, o antigo Comperj, e a Braskem.

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