Economia
Estado importa m�o-de-obra capacitada
Precisa-se de governanta, gerente operacional, supervisor de andares, eletricista predial, carpinteiro, ajudante de pedreiro, gerente comercial, operador de empilhadeira, cozinheiro... O quadro de vagas parece irreal, principalmente num Estado onde os índices de desemprego são altos, mas existe e tem muita empresa com dificuldade de preenchê-lo, por falta de mão-de-obra local. A consultora Neide Barros, da CAB Consultoria, que atua no recrutamento de mão-de-obra para algumas empresas alagoanas, diz que não há nenhum exagero em afirmar, em relação a algumas funções: ?Há vagas que não conseguimos ocupar?. ### Candidato deve falar outro idioma e saber informática As projeções indicam, segundo o diretor-geral do Sine, Flaviano Calaça, que Alagoas deve ganhar um incremento de três mil ofertas de emprego em diversos segmentos, nos próximos meses, e o grande desafio é assegurar que essas vagas sejam preenchidas por trabalhadores alagoanos. Numa reunião realizada no dia 16 de julho, no Senac, com gestores de recursos humanos da rede hoteleira, para discutir as principais carências relacionadas à qualificação, uma das preocupações mais evidentes foi em relação à carência de profissionais capacitados para funções de média e alta gerência, cargos que exigem domínio de idiomas, informática e sistemas específicos. A maior dificuldade para recrutar mão-de-obra está em áreas que exigem conhecimento específico, inclusive a operação de máquinas. Na seleção de trabalhadores para o grupo Wal-Mart, feita pelo Sine, esta semana, houve dificuldade em preencher vagas para operador de empilhadeira e cartazista (pessoa que desenha ou projeta cartazes), por exemplo. ### Construção civil lidera ranking de vagas Onde estão as principais oportunidades de trabalho no atual momento alagoano? A Construção Civil ocupa lugar de destaque nas citações. O setor emprega, atualmente, cerca de 17 mil trabalhadores, segundo informa o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), Marcos Holanda, e a perspectiva é de um incremento de 50%, chegando a 25 mil postos de trabalho até o fim do ano. ?É o setor mais aquecido do momento e já começa a faltar mão-de-obra até em funções básicas, como carpinteiro, eletricista e encanador?, diz Holanda. E isso, segundo ele, não é só em Alagoas. A mola principal, propulsora desse aquecimento, o programa Minha Casa, Minha Vida, está em todo o País. ### Comércio e indústria oferecem emprego Outra área que também se destaca como promissora na geração de emprego é o comércio, não só pela aproximação do período de contratações para o fim de ano, mas, sobretudo, pela expansão que se desenha, com a vinda de grandes empreendimentos. Há as demandas imediatas do grupo Wal-Mart, que na semana passada iniciou a seleção para preenchimento de 145 vagas ? e deve requerer mais ? e na próxima terça-feira está prevista uma reunião sobre a seleção de pessoal para preenchimento das cerca de 2 mil vagas que se abrirão no Shopping Pátio, em construção no Benedito Bentes, segundo informou o diretor-geral do Sine, Flaviano Calaça. ///