ÍNDICE FIPE/ZAP
Preço dos imóveis em Maceió avança 8,71% e supera a inflação
Levantamento da Fipe/Zap mostra ainda que o preço do metro quadrado dos imóveis em Maceió atingiu R$ 9.908, em média
O preço dos imóveis vendidos em Maceió registrou aumento de 8,71% em 12 meses medidos até abril, segundo levantamento divulgado na terça-feira (5), pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O percentual supera os 4,62% do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País.
Em abril, o preço dos imóveis na capital alagoana medido pelo Índice FipeZap registrou alta de 1,03%, depois de ter apresentado crescimento de 0,72% em março. Com isso, o indicador acumula alta de 2,86% nos quatro primeiros meses do ano.
O levantamento mostra ainda que o preço do metro quadrado dos imóveis em Maceió atingiu R$ 9.908, o maior valor entre as capitais nordestinas. Os cinco bairros de Maceió que apresentam os preços médios mais elevados de venda de imóveis residenciais são, na sequência, Pajuçara (R$ 14,9 mil/m²), Ponta Verde (11,3 mil/m²), Jacarecica (R$ 11,2 mil/m²), Jatiúca (R$ 10,8 mil/m²) e Cruz das Almas (R$ 9,4 mil/m²).
Em todo o País, o valor dos imóveis registrou alta de 0,51% em abril. O resultado demonstra um ritmo de crescimento superior aos meses de janeiro (+0,20%), fevereiro (+0,32%) e março (+0,48%). Em doze meses, os preços nacionais acumulam alta de 5,63%, também acima da inflação do período.
O vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Brêda, destacou que o aumento não é “tão absurdo”. Segundo ele, é preciso observar que capitais como Belém, Vitória, Campo Grande, Fortaleza, Natal, Florianópolis e Salvador estão acima de 3%.
Segundo ele, que também integra a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a diretoria da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), é preciso ver o ano anterior e como essas capitais se comportaram em 2025. “Às vezes essas capitais subiram menos que outras. Isso é uma recuperação e equiparação de preços”, pondera.
Alfredo Brêda ressalta que é preciso destacar alguns fatores que contribuem para o aumento dos preços em determinadas cidades, como aumento da mão de obra e acordo coletivo com o sindicato dos trabalhadores. Além disso, o conflito entre Estados Unidos e Irã também influencia o aumento de preços, bem como a inflação forte no setor de material de construção – “uma junção de fatores que levaram ao aumento de preços”.
Brêda diz ainda que existem particularidades e regiões com tipos específico de imóveis. “Nos stúdios, por exemplo, os preços são mais altos e acabam contaminando os valores de outras unidades com preços normais. Já o preço dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida vem se mantendo estável”, ressalta.
“Portanto, isso é consequência do ambiente em que vivemos, a oferta e procura, o tipo de imóvel lançado, melhor localização, série de fatores que acabam puxando para aumentar em algumas regiões”, acrescenta.
Ele defende que se for analisada a média de preço no País, os valores em Maceió é muito próximo, com desvio de 2% a mais, 2% a menos, o que não é tão significativo para um período de quatro meses”, finaliza.