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COMÉRCIO EXTERIOR

Exportações do Estado avançam mais de 40% e somam R$ 390 milhões

Sozinha, a China foi responsável pela compra de 37,3% dos produtos alagoanos, movimentando US$ 29,4 milhões em abril

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O açúcar segue liderando o ranking de exportações alagoanas
O açúcar segue liderando o ranking de exportações alagoanas | Foto: — Divulgação

As exportações alagoanas movimentaram US$ 78,8 milhões em abril – o equivalente a R$ 390 milhões –, segundo levantamento divulgado na quinta-feira (7), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O volume representa um crescimento de 40,3% ante as vendas de abril do ano passado.

Sozinha, a China foi responsável pela compra de 37,3% dos produtos alagoanos, movimentando US$ 29,4 milhões. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 13,6 milhões, seguido da Argélia (US$ 13,2 milhões, Gâmbia (US$ 10,8 milhões) e Geórgia (US$ 8,8 milhões).

O açúcar segue liderando as vendas para o exterior, com 60,5% do total exportado - o que significa 126,4 mil toneladas. O volume movimentou de US$ 47,7 milhões. O minério de cobre aparece em seguida, com US$ 29,4 milhões, o correspondente a 37,3% do total.

Do lado das importações, foram adquiridos US$ 91,8 milhões em produtos, um crescimento de 37,5% na comparação com o mês de abril de 2025. Adubos e fertilizantes seguem sendo a maior aquisição junto a outros países, com 8,8% do total importado. Em seguida aparecem gorduras e óleos vegetais, com 4,1%, e polímeros de etileno (3,5%).

Com o resultado de abril, a balança comercial alagoana – diferença entre as exportações e importações – acumula um déficit de US$ 13 milhões no mês. Já de janeiro a abril, o desequilíbrio comercial é de US$ 118,1 milhões (cerca de R$ 584 milhões).

Em todo o País, o aumento nas exportações de soja e de petróleo fez a balança comercial registrar o superávit mais alto para meses de abril desde o início da série histórica. No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 10,537 bilhões.

O resultado representa alta de 37,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,664 bilhões. Desde o início da série histórica, em 1989, o superávit é o terceiro maior para todos os meses, só perdendo para maio de 2023 (US$ 10,978 bilhões) e março de 2023 (US$ 10,751 bilhões).

Nos quatro primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 24,782 bilhões, valor 43,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além da recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional), o crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026.

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