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Economia

Interior de AL se prepara para crescer

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Arapiraca ? A chegada de empresas ligadas a grandes redes de varejo e a abertura de um shopping em Arapiraca, se por um lado geram expectativa para os consumidores da região Agreste, por outro traz insegurança para os empresários que já estão estabelecidos no município. Apesar desse período de transição estar apenas no começo, o comércio tradicional já começa a sentir os efeitos da concorrência acirrada e do marketing agressivo das empresas vindas de fora que tentam se estabelecerem na cidade. O processo de mudança, que foi iniciado com a vinda do campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para Arapiraca e que se tornou acelerado após o lançamento do Shopping Pátio, acendeu um sinal de alerta nos empresários tradicionalmente fixados na região. Eles perceberam que o modo de administração, que até bem pouco tempo atrás era eficaz, precisa ser modificado para se adequar à nova realidade econômica do município. ### Comerciante precisa ?respirar novos ares? Arapiraca ? A missão empresarial teve início no dia 21 de julho, com a chegada em Londrina. Durante cinco dias, 20 empresários e filhos de empresários percorreram seis cidades do interior paranaense, ouvindo experiências dos comerciantes locais e conhecendo exemplos de sucesso obtidos pela categoria por meio das entidades ligadas ao comércio e ao cooperativismo. Logo ao chegar ao Paraná, o grupo foi recepcionado pelo presidente da Fecomércio/PR, Darci Piana, que acompanhou toda a viagem pelos municípios de Londrina, Apucarana, Maringá, Cascavel, Campo Mourão e Foz do Iguaçu, de onde o grupo partiu de volta para Alagoas. ### Incentivos fiscais são atrativos para empresas locais Arapiraca ? Algumas das iniciativas de sucesso apresentadas aos empresários arapiraquenses durante a missão foi o Varejo Mais, projeto implementado numa parceria entre a Fecomércio e o Sebrae do Paraná, além das vantagens tributárias obtidas pelo setor empresarial junto ao governo do Estado, que inspiraram a lei do Simples Nacional. O presidente da Fecomércio/PR, Darci Piana, que acompanhou toda a jornada dos empresários arapiraquenses durante a missão, mostrou que a crise financeira internacional, da qual muitas empresas ainda estão se recuperando, teve influência menor sobre a economia do Paraná. Segundo ele, enquanto em outras partes do País o comércio sofreu um decréscimo provocado pela crise, a economia do Estado cresceu 3,7%. Esse número positivo se reflete também em relação às expectativas do setor empresarial. Conforme pesquisa da Fecomércio, 64,9% dos empresários consideram que o segundo semestre será favorável para as vendas. No ano passado ? antes da explosão da crise ? esse número era de 58,6%. ### ?Arapiraca é a economia da vez? Para sobreviver a esse período de mudanças na economia de Arapiraca, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Wilton Malta, afirma que a principal lição aprendida na missão ao Paraná foi a união em torno de interesses comuns. Segundo o empresário, que também é titular da Fecomércio/AL, os comerciantes precisam ter ?paixão? pelo que fazem e não ver o negócio apenas como uma maneira de ganhar dinheiro. Só assim, na opinião dele, é possível deixar o individualismo de lado e pensar na categoria como um todo. Com o exemplo do Paraná, Malta afirma que o grupo de empresários de Arapiraca passou a ver os problemas locais por um ângulo diferente, com perspectivas reais para solucionar problemas a seu favor, como a desvantagem em licitações públicas e ante os empresários forasteiros, que têm direito a incentivos fiscais a que os empreendedores locais não têm. *** Gazeta - Como o senhor avalia o atual momento da economia em Arapiraca? Wilton Malta - Arapiraca é vista não só por mim, mas por vários outros representantes empresariais, como a economia da vez na região. A chegada de empresas varejistas, redes nacionalmente conhecidas, supermercados, o Pátio Arapiraca ? shopping com mais de 130 lojas, três grandes lojas âncoras, cinemas, restaurantes ? mostram o momento por que passa Arapiraca. Tenho dito que vivemos um bom momento econômico, político e também social. Alguns poucos problemas que vivemos nessas áreas podem ser facilmente administrados. Que problemas são esses? São relacionados à infra-estrutura do município, como rede elétrica e abastecimento de água, mas estão sendo contornados. Inclusive durante a visita do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ficaram definidos investimentos nessas áreas, para atender a região, a exemplo do município de Craíbas, onde está sendo instalada uma mineradora. Em Arapiraca, como em Alagoas, ainda predomina o conceito de empresa familiar. Com a chegada de grandes redes varejistas e um shopping, as empresas tradicionais estão ameaçadas? O que é possível fazer? Essa é uma realidade para qual precisamos alertar os empresários. Primeiro, o segmento precisa se conscientizar e ter atitudes empresariais que garantam o sucesso da empresa, para não perder mercado. Investir em planejamento e não achar que consultoria é bobagem. Isso é ter visão estratégica. É necessário investir em tecnologia e qualidade profissional. Essa preocupação não é só nossa, enquanto entidade empresarial, Sindilojas e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo [Fecomércio/AL], o empresário precisa despertar e buscar parceria conosco para encontrar as soluções. ///

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