Economia
Combust�veis t�m pre�os reduzidos
Caiu o preço do combustível. O anúncio não foi publicado nos jornais e nem foi feito por decreto do governo, mas já é percebido na bomba e no bolso do consumidor. Quem abastece com frequência e estava acostumado à cultura do aumento da gasolina, pelo menos nos últimos 12 meses tem se deparado com pequenas mudanças. São alguns centavos a menos por litro de combustível, mas fazem uma boa diferença na hora de encher o tanque. E ainda mais no cálculo do gasto mensal com o abastecimento do carro. O que dizer, então, do efeito desse comportamento de mercado em segmentos que preenchem o dia-a-dia do cidadão, como alimentação, que, a exemplo de muitos outros, depende de transporte, de frete, que depende de combustível? Sem dúvida, na composição econômica, o preço do combustível é um dos que mais têm influência no consumo social, e se ele baixa, os preços de vários outros itens, como o das tarifas de ônibus, por exemplo, no mínimo permanecem estáveis. ### Centavos que fazem muita diferença A virada do gráfico para uma posição de queda começou a ser observada a partir do segundo semestre do ano passado, mostram os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Nos gráficos, que destacam o período de agosto de 2008 a janeiro de 2009, foi a linha da região Nordeste a que mais desceu, contrastando com altas registradas nas regiões Norte e Centro-Oeste. As demais regiões se mantiveram estáveis. Já no período de janeiro a maio deste ano, percebe-se queda em todas as regiões, sobretudo no Nordeste. Em março, segundo a ANP, mais de 42% dos preços de gasolina na região estavam na faixa entre R$ 2,60 e R$ 2,69, e 20% entre R$ 2,70 e R$ 2,79. ### Concorrência justifica queda nos valores A explicação sobre o fenômeno da queda nos preços dos combustíveis não cabe em um único fator. Os revendedores apontam situações como negociação com as distribuidoras, o efeito do preço do álcool (que participa com 25% na composição da gasolina C, que abastece os carros), e os preços de concorrência. Mas avisam ao consumidor: se o preço está muito abaixo da média de mercado, desconfie. ?Não dá para comprar a R$ 2,20 e vender a R$ 2,40, porque existem os custos de manutenção do posto, que inclui funcionários, e o nosso lucro?, diz um revendedor. Para o presidente do Sindicato dos Combustíveis, Carlos Henrique Toledo, os fatores que influenciaram na queda dos preços são diversos, além dos citados pelos comerciantes. ///