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DESEMPENHO

Serviços em Alagoas têm a quarta maior alta do Brasil

Em março, setor registrou avanço de 2,5% na comparação com o mês anterior

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Na média nacional, o setor de serviços recuou 1,2% em março
Na média nacional, o setor de serviços recuou 1,2% em março | Foto: Divulgação

Enquanto 13 das 27 unidades da federação apresentaram queda no volume de serviços no mês de março, Alagoas registrou a quarta maior alta do País, com 2,5% na comparação com fevereiro, segundo levantamento divulgado nessa sexta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual ficou atrás apenas do desemprenho do Distrito Federal, que teve alta de 10,3%; Amapá (9,3%) e Santa Catarina (2,7%).

Na contracorrente, o Mato Grosso do Sul registrou a maior retração do País, com -6%). Em seguida aparecem Mato Grosso (-5,2%), Pernambuco (-3,9) e Piauí (-3%).

Na comparação com março do ano passado, no entanto, os serviços prestados aos consumidores alagoanos recuou 4,2%. Foi a terceira maior queda entre todas as unidades da federação. O Acre encabeça a lista de recuo, com -11,2%, seguido do Tocantins (-10,3%).

Na média nacional, o setor de serviços recuou 1,2% em março de 2026, em relação ao mês anterior, após estabilidade em fevereiro. A queda foi acompanhada por todas as cinco atividades investigadas, com destaque para transportes, com recuo de 1,7%. Em relação a igual mês de 2025, o volume de serviços teve expansão de 3% em março de 2026.

No acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 2,3% frente a igual período de 2025. Já o acumulado nos últimos 12 meses aumentou 2,8% em março de 2026.

O analista da pesquisa Luiz Carlos de Almeida Junior explica que nos últimos cinco meses, foram observados um mês de estabilidade e quatro meses de variação negativa, o que faz com que o setor de serviços acumule queda de 1,7% desde outubro de 2025.

"Setorialmente, todas as cinco atividades investigadas mostraram queda na comparação com o mês imediatamente anterior. O setor de transportes foi o principal responsável pela queda observada no Brasil neste tipo de comparação. O recuo no setor foi influenciado principalmente pela queda observada no transporte rodoviário de cargas e no transporte aéreo de passageiro", disse o analista.

Segundo o IBGE, as demais quedas vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%); de informação e comunicação (-0,9%); dos outros serviços (-2%); e dos serviços prestados às famílias (-1,5%).

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (2,3%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 15 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços.

O principal impacto positivo ocorreu em São Paulo (4,4%), seguido por Distrito Federal (11,2%), Mato Grosso (10,8%), Santa Catarina (0,5%) e Rondônia (7,7%). Por outro lado, Minas Gerais (-1,6%) registrou a influência negativa mais importante sobre índice nacional, seguido por Ceará (-4,7%), Paraná (-1,0%) e Rio de Janeiro (-0,3%).

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