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ELEIÇÕES 2026

Flávio aciona TSE contra Atlas após cair 6 pontos em pesquisa

Pré-candidato questiona disposição das perguntas e associação com Daniel Vorcaro

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Flávio Bolsonaro aparece em 2º lugar em pesquisa eleitoral
Flávio Bolsonaro aparece em 2º lugar em pesquisa eleitoral | Foto: — Divulgação

A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a suspensão da divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg.

O levantamento mostra queda de seis pontos nas intenções de voto do parlamentar em cenário de segundo turno contra o presidente Lula (PT). Com isso, o petista venceria o filho de Jair Bolsonaro (PL) por um placar de 48,9% a 41,8%.

A pré-campanha afirma que o questionário da pesquisa teria sido "estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro". O bolsonarista sustenta ainda que a disposição das perguntas e temas, com "uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados".

Em nota, a Atlas disse que está tranquila diante dos questionamentos e que vai colaborar com o TSE. "Tentativas de desqualificar pesquisas por vias jurídicas, sem que haja fundamento técnico demonstrável, representam um risco ao debate público informado e à liberdade de imprensa", afirmou o instituto.

A representação ao TSE é feita após a divulgação de mensagens do senador ao então banqueiro Daniel Vorcaro fragilizar a pré-campanha de Flávio. O parlamentar diz ter tratado de financiamento privado para o filme "Dark Horse", sobre seu pai.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.032 eleitores do dia 13, quando os diálogos foram revelados pelo site Intercept Brasil, ao dia 18.

De acordo com o questionário disponibilizado pela Atlas ao TSE, o conteúdo do áudio de fato foi exibido aos entrevistados, mas como último item da pesquisa. Os eleitores que colaboraram para o levantamento foram submetidos a 48 perguntas, as primeiras delas sobre a intenção de voto.

Na última questão, os entrevistados analisaram um vídeo com o áudio e podiam arrastar para a direita quando estivessem "avaliando de forma mais positiva" e para esquerda quando estivessem "avaliando de forma mais negativa o conteúdo". A peça tinha imagens de Flávio e Vorcaro, para ilustrar o diálogo.

"A pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação", afirmou a campanha de Flávio. O grupo argumenta que o levantamento não apenas mediu a opinião dos eleitores, mas apresentou "estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral".

A representação também pede a apuração de possível prática de crime eleitoral.

O entendimento da equipe da pré-campanha de Flávio é de que a pesquisa tem vícios graves e, portanto, com base na opinião de especialistas e estatísticos, houve a decisão de pedir a impugnação — iniciativa que tende a ser incomum, segundo auxiliares do senador.

Ainda de acordo com esses auxíliares, o pedido de impugnação de pesquisas é complexo, pois exige sustentação técnica para além do direito, e a pré-campanha só lançou mão desse recurso por considerar que a pesquisa Atlas não tem integridade e é distorcida.

Em resposta às acusações apresentadas pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro, a Atlas afirmou que o teste de áudio e o questionário de pesquisa são instrumentos completamente distintos, realizados em momentos e interfaces separadas. "O teste de áudio foi aplicado após a conclusão e submissão do questionário pelo respondente", afirmou o instituto em nota.

"Nenhum respondente teve acesso ao conteúdo do áudio antes ou durante o preenchimento da pesquisa, tampouco pôde alterar suas respostas após a sua submissão", afirma a Atlas. "Não há, portanto, qualquer mecanismo de contaminação entre os dois instrumentos, e os resultados da pesquisa não sofreram nenhum tipo de interferência."

A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-06939/2026 e tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Ao todo há 48 perguntas no questionário, sendo 9 delas sobre o caso "Dark Horse". No momento da pesquisa em que o tema é introduzido, as perguntas sobre intenção de voto já foram feitas.

A primeira questão sobre o caso é se a pessoa "ficou sabendo do áudio e mensagens vazadas de supostas conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do banco Master".

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