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IPCA-15

Prévia da inflação sobe 0,62%, puxada por alimentos e bebidas

Economistas esperavam alta de 0,57% e inflação acumulada de 4,59% em 12 meses

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Índice de maio fica 0,27 ponto percentual abaixo da taxa de abril
Índice de maio fica 0,27 ponto percentual abaixo da taxa de abril | Foto: — Divulgação

A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma alta de 0,62% em maio, impulsionada principalmente pelo encarecimento do grupo de alimentação e bebidas.

De acordo com os dados divulgados nessa quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado levou o acumulado dos últimos 12 meses para 4,64%, superando o teto da meta estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional, cujo limite máximo contínuo para este ano é de 4,5%.

Embora o índice tenha mostrado desaceleração em relação ao avanço de 0,89% visto em abril, o número final superou as projeções do mercado financeiro, que estimava uma taxa menor para o período.

O grande motor do índice no mês foi o grupo de alimentação e bebidas, que saltou 1,38% e exerceu o impacto mais pesado sobre o bolso dos consumidores.

A pressão continuou concentrada nos alimentos consumidos em casa, com destaque para os aumentos disseminados em categorias como carnes, panificados, leite e derivados, além de produtos hortifrutigranjeiros.

Economistas apontam que a alta dos alimentos no domicílio tem ficado acima da sazonalidade tradicional para esta época do ano, um reflexo de problemas climáticos pontuais na oferta e do forte ritmo de exportação de carnes.

Há ainda um alerta de analistas para riscos de novas altas no segundo semestre devido aos efeitos do fenômeno El Niño.

Além do setor alimentício, os custos com habitação e saúde também pressionaram o orçamento das famílias em maio. O grupo habitação subiu 1,03%, puxado sobretudo pela energia elétrica residencial, que sofreu o impacto do retorno da bandeira tarifária amarela e de reajustes nas tarifas de capitais como Fortaleza, Salvador e Recife.

Já o segmento de saúde e cuidados pessoais avançou 1,05%, refletindo o reajuste anual de medicamentos autorizado em abril, além de altas em planos de saúde e itens de higiene pessoal.

Em contrapartida, o índice de maio encontrou um alívio importante no setor de transportes, graças à queda nos preços dos combustíveis, que recuaram após uma forte disparada no mês anterior.

As baixas expressivas no etanol, no óleo diesel e na gasolina foram favorecidas por medidas do governo federal, incluindo subsídios temporários e benefícios tributários para mitigar o reflexo das tensões no Oriente Médio sobre o petróleo internacional.

Por outro lado, as passagens aéreas voltaram a subir e registraram alta no período, após terem despencado no indicador de abril.

Os preços foram todos coletados entre 16 de abril a 15 de maio e comparados com aqueles vigentes de 18 de março a 15 de abril de 2026.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

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