EMPREGO
AL:quase 700 jovens aprendizes ingressam no mercado de trabalho
O setor de serviços administrativos foi o que mais absorveu trabalhadores no Estado, com 502 vagas formais, diz Caged
Levantamento divulgado nessa terça-feira (9), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que 672 jovens aprendizes ingressaram no mercado formal de trabalho de Alagoas entre os meses de janeiro e abril deste ano.
De acordo com o estudo, que toma como base os dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), somente em abril, 91 jovens de até 17 anos foram contratados com carteira assinada no Estado.
Do total de jovens aprendizes contratados este ano, 399 deles têm ensino médio completo, enquanto outros 257 ainda não terminaram o ensino médio. Dezoito têm o ensino fundamental completo e sete, o superior incompleto.
O setor de serviços administrativos foi o que mais absorveu trabalhadores, com 502 vagas formais. Em seguida aparece os serviços e o comércio.
Por sexo, do total de contratados no ano, 337 são homens e 335, mulheres.
Em todo o País, 54.821 jovens aprendizes foram inseridos no mercado de trabalho entre janeiro e abril de 2026. Com esse resultado, o estoque de contratos ativos atingiu, em abril, 726.025 trabalhadores na faixa etária entre 14 e 24 anos — o melhor desempenho já registrado em toda a série histórica.
O saldo positivo representa a diferença entre admissões e desligamentos no período.
Para o diretor do Departamento de Políticas de Trabalho para a Juventude do MTE, João Victor da Motta, o crescimento contínuo e sustentado da aprendizagem profissional nos últimos quatro anos reforça a importância de políticas públicas de fomento ao primeiro emprego e à qualificação profissional.
“Esse processo consolida a aprendizagem profissional como a mais importante ferramenta de inserção profissional de jovens brasileiros, de forma segura e protegida, com garantia de direitos trabalhistas e a oportunidade de aprender com o trabalho”, destaca Motta.
Do total de 54.821 novos contratos no quadrimestre, 35.751 foram abertos pela Indústria, seguida pelos setores de Serviços (7.613), Comércio (5.056), Construção Civil (5.050) e Agropecuária (1.351). A maior parte dessas vagas está nas áreas de serviços administrativos (24.943) e produção de bens e serviços industriais (11.902). O saldo corresponde à diferença entre admissões e desligamentos.
Apenas no mês de abril, o saldo de novos contratos foi de 8.772. Desse total, 2.733 foram abertos na Indústria, seguida pelo Comércio (2.547), Serviços (2.010), Construção Civil (835) e Agropecuária (647).
Os dados revelam que, dos 726.025 aprendizes em atividade no país, 52,91% são do sexo feminino e 47,09% do sexo masculino. Em relação à raça/cor, 47,22% são pardos; 41,59% brancos; 9,95% pretos; 0,58% amarelos e 0,25% indígenas.
Na divisão por faixa etária, 65,67% têm até 17 anos, 33,97% têm entre 18 e 24 anos e 0,36% têm mais de 25 anos — grupo composto por pessoas com deficiência, para o qual a legislação não estabelece limite máximo de idade.
A Lei da Aprendizagem estabelece que o contrato de aprendizagem tem caráter especial e duração máxima de até dois anos. O jovem aprendiz tem carteira de trabalho assinada e garantia de direitos trabalhistas e previdenciários, além de proteções específicas. Entre os direitos assegurados estão o 13º salário, o pagamento de salário mínimo por hora e o recolhimento do FGTS com alíquota de 2%.