Economia
G�s de Alagoas aquece ind�stria em Sergipe
ROBERTO VILANOVA Mais da metade da produção de gás natural de Alagoas está sendo levada para Sergipe, onde ajuda a expansão industrial sergipana como um dos principais atrativos. São 1,2 milhão de metros cúbicos de gás por dia conduzido para Sergipe através de duto subterrâneo. Alagoas produz dois milhões de metros cúbicos de gás por dia, segundo dados da Petrobras. Desse volume, quase 80% são destinados a Sergipe e à Bahia ? poucos alagoanos sabem que a Bahia consome o gás de Alagoas. O que resta é consumido pela fábrica de cimento de São Miguel dos Campos, a Trikem, domicí-lios, veículos, ou então, são queimados ou reinjetados nos poços. Humilhados Empresários que participaram da reunião promovida pelo governo sergipano, para discutir a expansão industrial do Estado, se sentiram humilhados com as perspectivas delineadas em Sergipe. E também pelo fato de o gás natural de Alagoas não estar sendo utilizado para beneficiar o Estado. ?Alagoas tem a vaca, tira o leite, mas não pode industrializá-lo. Manda o leite para Sergipe, que nos vende depois o iogurte e o queijo?, a comparação feita por um desses empresários é a mais óbvia possível. Na prática, dá-se o mesmo em relação ao gás, com o agravante de que restará pouco, ao Estado, para beneficiar ? não só pelo aumento do consumo de Sergipe e da Bahia, mas pelo gasoduto já implantado por Pernambuco. ?Estava demorando Pernambuco entrar na parada?, retornou o empresário, que prefere o anonimato alegando o período eleitoral. ?Não estou fazendo política partidária, estou dizendo a realidade, mas as pessoas não entendem assim. Melhor não citar meu nome?. A produção O consumo e a produção de gás natural em Alagoas estão distribuídos assim. Consumo: 0,6% para a fábrica de cimento de São Miguel dos Campos; 0,7% para a Trikem; 0,3% para gás veicular; 0,8% são reinjetados nos poços; 0,5% são queimados por medida de segurança e o restante é levado para Sergipe e a Bahia. Na produção, os destaques são para os poços de Furado e SMC I e II (São Miguel dos Campos), que produzem, juntos, mais de 800 mil metros cúbicos de gás por dia, além de 3 mil e 94 barris de petróleo/dia.