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�ndice de mis�ria em Alagoas � o maior do Pa�s

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ROBERTO VILANOVA Os indicadores socioeconômicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ? IBGE - relativos ao ano passado, apontam Alagoas como o Estado com a maior concentração de riqueza do País, conseqüentemente, com o maior índice de miséria e de analfabetismo ? apenas 63,4% dos alagoanos sabem ler e escrever. O Índice de Gini, que varia de zero (quando a distribuição de renda é homogênea) a um (concentração de renda), mostra que Alagoas está numa situação pior que o Piauí. O Índice de Gini de Alagoas, segundo o IBGE, foi de 0,618 e o do Piauí, Estado que até a década de 1980 era considerado como o mais miserável do País, foi de 0,612. Comparativos A pesquisa do IBGE, relativa aos indicadores econômicos, mediu também o grau de urbanização, as famílias cujos chefes são mulheres, a taxa de analfabetismo, a escolaridade dos chefes de famílias, os domicílios com abastecimento d?água, rede de esgoto, fossas sépticas e coleta de lixo. Em todos os itens, Alagoas se situa abaixo da média nacional, mas o que chamou mais atenção foi a taxa de analfabetismo ? o Piauí, que na década de 1980 ocupava o último lugar, subiu de posição; Alagoas, agora é o último. De acordo com a pesquisa do IBGE, Alagoas, com uma população de 2 milhões 822 mil e 621 habitantes, dos quais 1 milhão 378 mil 942 são homens e 1 milhão 443 mil 679 são mulheres, tem a menor taxa de alfabetização do País. Enquanto no Piauí a taxa de alfabetização registrada pelo IBGE foi de 71,5%, em Alagoas atingiu apenas 68,2%. Comparando com Sergipe, a diferença é ainda maior ? a taxa de alfabetização entre os sergipanos foi de 76,5% de acordo com a pesquisa do IBGE. No item que pesquisou a rede de esgoto instalada a diferença também é grande entre Alagoas e o Piauí. Enquanto 43,8% dos piauienses contam com rede de tratamento de esgoto instalada, apenas 26,1% dos alagoanos desfrutam do benefício. Estagnação O professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cícero Péricles, Ph.D. em Economia, tem a explicação para os indicadores negativos de Alagoas. Para ele, as causas são ausência de investimentos no volume do que foi registrado entre as década de 1970 e 1980, principalmente no setor sucroalcooleiro; a impossibilidade de expansão horizontal (terras) para o plantio da cana-de-açúcar; a falta de uma política eficiente para atrair os investimentos privados; o Estado não tem um projeto de desenvolvimento industrial. ?A estagnação da economia alagoana é decorrente desses fatores conjugados. Observe que, ao mesmo tempo, grupos empresariais alagoanos estão investindo maciçamente em outros Estados?, acrescentou o economista, citando Minas Gerais como o ?novo eldorado? para a cana-de-açúcar, em razão de a terra ser mais barata, mais produtiva e próxima dos maiores centros consumidores do País. Péricles cobra do governo do Estado um plano de desenvolvimento econômico, destacando que sem ele é impossível Alagoas sair da estagnação. ?A década de 1990 foi perdida e os números negativos estão aí para serem comprovados. Para Alagoas sair da estagnação, é necessário adotar uma política ousada, competente e eficiente?. Renda mínima A pesquisa socioeconômica realizada pelo IBGE também mostrou que 41,7% dos chefes de famílias têm renda mensal de apenas um salário mínimo. ?Hoje, quem sustenta a economia da maioria dos municípios alagoanos são os aposentados?, destaca o economista Cícero Péricles. No Piauí, esse percentual é um pouco maior. Lá, 54,4% dos chefes de famílias sobrevivem com a renda mínima, mas há de se considerar a população (1 milhão 843 mil 278 habitantes) maior que a de Alagoas. Isso elevou a renda média dos alagoanos em relação aos piauienses.

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