Economia
Estado perde empresas por negar incentivo fiscal e n�o possuir planejamento industrial
ROBERTO VILANOVA Qual o plano de desenvolvimento industrial de Alagoas? A pergunta calou empresários alagoanos que participaram recentemente, em Sergipe, de debates promovidos pelo governo sergipano para atrair novas empresas. Mas o pior foi relatado pelo empresário Geraldo Malta, de Palmeira dos Índios ? além dos incentivos fiscais com 15 anos de isenção, o governo de Sergipe oferece como atrativo o gás natural de Alagoas, que é levado para lá através de dutos submersos. Empolgado, o secretário da Indústria e Comércio de Sergipe, tentando vender o município de Estância como o novo pólo industrial do Estado, anunciou que dispunha de gás natural. Intrigado, o alagoano Geraldo Malta perguntou de onde vinha o gás e o secretário respondeu que havia em Estância um gasoduto direto para a Chã do Pilar, em Alagoas. Malta reagiu, consertando: ?É o contrário?, ou seja, o gasoduto vai da Chã do Pilar para Sergipe. Nosso gás Com um plano de expansão industrial eficiente, incentivos fiscais, infra-estrutura e o gás ala-goano, o governo de Sergipe conseguiu atrair, nos últimos quatro anos, mais de 100 empresas, uma delas, uma cervejaria que domina o mercado, deveria ter sido instalada em Alagoas. As conseqüências positivas da ação do governo sergipano estão nos números da pesquisa socioeconômica do IBGE. Sergipe tem quase 80% da população alfabetizada, a coleta de lixo beneficia a 69% da população e a renda média do sergipano é de 330 reais, maior que a renda média de Alagoas, que é de 300 reais. O Índice Gini de Sergipe é 0,608.