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Alagoas zera fila de trabalho infantil em 2026, aponta ministério

Em todo o País, foram realizadas 2.901 ações fiscais, que resultaram no afastamento de 1.108 crianças e adolescentes

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Em 2025, Alagoas havia registrado 28 casos de trabalho infantil
Em 2025, Alagoas havia registrado 28 casos de trabalho infantil | Foto: Reprodução

Levantamento divulgado nessa segunda-feira (15), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revela que Alagoas registrou zero ocorrência de crianças e adolescentes afastados de trabalho infantil no Estado, nos quatro primeiros meses deste ano. O número é resultado das 18 ações de fiscalizações realizadas no período.

Ao longo de todo o ano passado, o ministério havia registrado 28 casos de trabalho infantil, fruto das 131 ações desenvolvidas pelos fiscais do trabalho.

De acordo com os dados do governo federal, Minas Gerais lidera a lista de trabalho infantil em 2026, com 151 ocorrências (resultado de 362 ações de fiscalização). Em seguida aparecem São Paulo (98 casos), Pernambuco (76), Paraná (71), Rio Grande do Sul e Sergipe (69, cada).

Além de Alagoas, apenas o Acre e o Rio Grande do Norte não registraram casos de trabalho infantil este ano.

Em todo o Brasil, foram realizadas 2.901 ações fiscais, que resultaram no afastamento de 1.108 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil. Desse total, 76,99% estavam submetidos às piores formas de trabalho infantil, caracterizadas por atividades que oferecem maiores riscos à saúde, à segurança, à moralidade e ao desenvolvimento físico e psicológico de crianças e adolescentes.

Nos primeiros quatro meses de 2026, os maiores quantitativos de afastamentos foram registrados em Minas Gerais (151 casos), São Paulo (98), Mato Grosso do Sul (91), Pernambuco (76), Paraná (71), Rio Grande do Sul (69), Goiás (67), Bahia (60) e Espírito Santo (58).

"Os resultados demonstram a continuidade das ações de fiscalização e o esforço permanente para garantir a proteção de crianças e adolescentes, assegurando seus direitos à educação, ao lazer e ao desenvolvimento pleno", informa o ministério, em nota.

No ano passado, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil em todo o país, resultado de 10.234 ações fiscais realizadas pelos auditores-fiscais do Trabalho. O número representa o melhor resultado da última década no enfrentamento a essa violação de direitos.

Nos casos identificados em 2025 e nos primeiros meses de 2026, mais de 70% das crianças e adolescentes estavam inseridos nas piores formas de trabalho infantil.

Segundo o ministério, as fiscalizações concentraram-se especialmente em setores tradicionalmente associados à utilização de mão de obra infantil, como comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e algumas atividades ligadas à indústria.

“Os resultados alcançados ao longo de 2025 e nos primeiros meses de 2026 evidenciam que a atuação da Inspeção do Trabalho constitui um instrumento essencial para a identificação, a interrupção e a prevenção do trabalho infantil, contribuindo de forma decisiva para a proteção e a garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes em todo o território nacional”, ressalta Roberto Padilha Guimarães, coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho.

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