PESQUISA
Empresas de AL pagam R$ 20,7 bi em remuneração em um ano
Volume corresponde a um aumento de 12,4% em relação ao ano anterior, diz IBGE
As 80 mil empresas existentes em Alagoas em 2024 desembolsaram R$ 20,7 bilhões em salários e outras remunerações naquele ano, segundo dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgados na quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o valor corresponde a um aumento de 12,4% ante os R$ 18,4 bilhões pagos no ano anterior.
O levantamento do IBGE revela ainda que os 678,5 mil alagoanos ocupados no ano de referência da pesquisa receberam um salário médio mensal de R$ 2.720,88, valor que corresponde a um aumento de 4,9% em relação ao valor pago em 2023.
Em 2024, os trabalhadores do sexo masculino receberam um salário médio mensal de R$ 2.776,28. Já as trabalhadores foram remuneradas com R$ 2.652,35.
Ao todo, o número de empresas existentes em Alagoas registrou crescimento de 5,8% na passagem de 2023 para 2024. Em todo o País, o número de empresas e outras organizações cresceu também 5,8% em relação a 2023, passando de 10,0 milhões para 10,6 milhões.
O quantitativo de pessoal assalariado registrou aumento de 3,0% no mesmo período, indo de 52,6 milhões para 54,2 milhões. Já o salário médio mensal variou 0,2% e passou de R$ 3.924,04 para R$ 3.932,45, mantendo o valor equivalente a 2,8 salários mínimos.
“O crescimento no número de empresas está mais concentrado nas pequenas, de 0 a 9 pessoas. Há um descompasso entre o crescimento de empresas pequenas e a evolução no número de empresas, no número de pessoal pago assalariado, porque as pequenas empresas empregam menos. Então, esse emprego está mais concentrado nas empresas maiores”, explicou Francisco Marta, coordenador de Cadastros e Classificações do IBGE.
“Apesar de uma alta no número de empresas, a maior parte dela se deve à chegada de novas de pequeno porte, o que gera esse descompasso no emprego”, completou.
Considerando o período de 2022 a 2024, o crescimento do número de empresas e outras organizações no país chega a 12,5%, passando de 9,4 milhões para 10,6 milhões, o que representa um saldo positivo de aproximadamente 1,2 milhão de empresas. A maior parcela desse aumento veio da seção Saúde humana e serviços sociais, que apresentou um crescimento de aproximadamente 177,7 mil entidades, seguida das seções Atividades profissionais científicas e técnicas (174,0 mil) e Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (166,7 mil).
Dentre as empresas e outras organizações existentes em 2024, um total de 3,0 milhões possuíam pessoas assalariados (28,4%). Essas entidades empregavam, em 31 de dezembro de 2024, 68,0 milhões de pessoas, sendo 54,2 milhões (79,7%) como pessoal ocupado assalariado e 13,8 milhões (20,3%) na condição de sócios e proprietários. Os salários e outras remunerações pagos totalizaram R$ 2,8 trilhões.
Entre as atividades econômicas, os maiores valores de salário médio mensal foram pagos pelo setor Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 9.678,61), seguido por Eletricidade e Gás (R$ 8.539,07) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 8.430,55).