Economia
Quebra do Lehman Brothers faz 1 ano
Londres, Inglaterra ? Há um ano, as finanças americanas viram suas bases sofrer uma verdadeira implosão com a inesperada crise dos empréstimos imobiliários de alto risco, a quebra de símbolos nacionais, como os bancos Lehman Brothers e Merrill Lynch, e a busca desesperada por nacionalizações de emergência. Na memória coletiva, a arquitetura financeira que inspirou os mercados mundiais com seu modelo desabou como um castelo de cartas em setembro de 2008. ?Não houve catalisador, mas um amplo movimento de pânico?, explicou Cary Leahey, economista da Decision Economics. O apetite exagerado das finanças americanas nos últimos anos pelos ?subprimes? e as aplicações atreladas a créditos imobiliários de alto risco, com rendimentos potencialmente muito elevados, desencadearam a destruição do setor assim que o mercado imobiliário despencou. ### Regulação bancária continua fraca A quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, expôs os defeitos do sistema de regulamentação e vigilância bancária americano, que permanece cheio de brechas, um ano após o projeto de reforma proposto pelo governo de Barack Obama. Um exemplo ilustrativo da cegueira dos reguladores: uma das principais autoridades de controle, o presidente do Fed (Federal Reserve), Ben Bernanke, disse no dia 15 de julho de 2008 que o sistema bancário americano estava ?bem capitalizado?. Desde então, mais de cem bancos americanos entraram com pedidos de falência além do Lehman. ///