Economia
Safra ter� 27 milh�es de toneladas de cana
Movimento no campo, recrutamento de pessoal, engrenagem de máquinas, tratores e colheitadeiras testados: a safra do açúcar em Alagoas está começando. Todos os anos, é sempre assim: em meados de setembro, o apito da caldeira se faz ouvir em vários municípios alagoanos, anunciando o início da moagem. São 27 usinas espalhadas pelo Estado, que devem moer, este ano, cerca de 27 milhões de toneladas de cana, para produção de 2,5 milhões de toneladas de açúcar e 600 mil metros cúbicos de etanol (mais conhecido como álcool). Até março de 2010, tem emprego garantido para milhares de pessoas nos canaviais e parques industriais das usinas alagoanas, no corte de cana, transporte do produto e dos trabalhadores, no processo de industrialização da matéria-prima, até o embarque dos seus principais produtos ? o açúcar e o álcool ? para o mercado exterior. ### Setor planeja produzir mais açúcar e menos álcool A Companhia Nacional de Abastecimento prevê uma colheita de 692 milhões de cana-de-açúcar em todo o País, dos quais 45% (280,4 milhões de toneladas) serão destinados à produção de 734,5 milhões de sacas (de 50 quilos cada) de açúcar. A outra parte da colheita (348,5 milhões de toneladas de cana) será utilizada na produção de etanol. Em Alagoas, segundo os representantes do segmento, a projeção para este ano é de produzir mais açúcar, empregando aí 65% da cana disponível, e menos álcool, com os 35% restantes. ### Variedades de cana vão ser testadas no Brasil | AGÊNCIA ESTADO A CanaVialis lançou, na semana passada, suas primeiras variedades de cana-de-açúcar para o mercado brasileiro. Depois de quase sete anos de pesquisa, a empresa vai priorizar as variedades precoces, para serem colhidas no início da safra, em seus lançamentos. Segundo o líder da CanaVialis, Ivo Fouto, o foco da cana modificada será, principalmente, os mercados de São Paulo, noroeste do Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Batizadas de CV Pégaso e CV Centauro, as duas variedades são as primeiras desenvolvidas pela iniciativa privada para o setor sucroalcooleiro do Brasil. Fouto explica que os dois tipos se diferenciam por apresentarem uma produtividade ligeiramente acima das demais do mercado, e por terem sido desenvolvidos para a colheita mecanizada. ?As variedades possuem um porte ereto no crescimento, o que vai facilitar a colheita mecanizada e também seu manejo agrícola, reduzindo as perdas?, disse. O executivo também informa que as variedades são mais resistentes a doenças como ferrugem. ///