Economia
D�lar cai 1,89% e fecha a R$ 3,11 para venda
São Paulo - O mercado financeiro começa a ver a proximidade de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Rumores de que o Brasil já teria fechado um socorro, supostamente no valor de US$ 15 bilhões, invadiram o mercado ontem à tarde e fizeram o dólar cair para R$ 3,10, cotação mínima do dia. A cotação acabou avançando um pouco e fechou com queda de 1,89%, a R$ 3,11 para venda e R$ 3,10 para compra. Anteontem, havia terminado a R$ 3,17. Alguns operadores também sentiram uma venda maior de dólares no final da tarde, o que teria ajudado a segurar a cotação em baixa. Enquanto isso, o risco-país brasileiro caiu 2,88% para 2.117 pontos e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 3,01%. Intervenção do BC O Banco Central confirmou a intervenção, ontem, no mercado à vista de câmbio, vendendo dólares para instituições credenciadas (?dealers??) a fim de diminuir a pressão sobre a cotação. Segundo operadores, a ação ocorreu no fim da manhã e conseguiu reduzir a cotação graças ao baixo volume de negócios. O BC venderá diariamente, em agosto, US$ 50 milhões ao mercado à vista, em um total de US$ 1,1 no mês. A Bolsa paulista subiu 3,01%, para os 9.755 pontos, com volume de negócios de R$ 449,503 milhões. A valorização foi influenciada, principalmente, pelo desempenho positivo das Bolsas americanas. Em Nova York, a Bolsa fechou em alta de 2,87% no índice Dow Jones, que chegou a subir mais de 4,5% durante a tarde. A Bolsa eletrônica Nasdaq, onde são negociadas as ações do setor de tecnologia de ponta, chegou a subir 6%, mas encerrou em alta de 4,43%. A ação mais negociada no pregão de ontem foi a preferencial da Telemar, que terminou o dia em alta de 8,19%, cotada a R$ 24,30 o lote de mil ações. Sozinho, o papel movimentou R$ 50,143 milhões -12,6% do total da Bovespa. A maior alta do Ibovespa foi a preferencial da Eletropaulo, que disparou 12%, encerrando a R$ 28 o lote de mil. Mercado espera ajuda inicial de US$ 2 bi do FMI Brasília - São grandes as chances de o acordo em negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) incluir apenas uma parcela de novos recursos a ser liberada este ano. Segundo fontes do mercado financeiro com bom trânsito na área econômica do governo, a expectativa é de que o Brasil receba inicialmente algo perto de US$ 2 bilhões em dinheiro novo. O restante virá de forma indireta: com a redução do piso das reservas internacionais líquidas. A maior parte dos recursos só será liberada no ano que vem: cerca de US$ 12 bilhões. Além disso, o Brasil deverá rolar o pagamento de algo em torno de US$ 8 bilhões, que vencem em 2003. Esse dinheiro é referente ao acordo em andamento e, com isso, o governo ganharia uma folga em 2003. Dor de cabeça Além desses recursos, o Brasil está negociando para que a oferta de linhas externas realizada pelo Banco Central não seja computada no cálculo das reservas líquidas. Dessa forma, poderá ser resolvida a dor de cabeça dos empresários que, sem crédito lá fora, não têm conseguido rolar as dívidas que estão vencendo e são obrigados a quitá-las. Isso contribui para alta da moeda estrangeira. Ontem, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, não quis comentar as negociações. Ele disse apenas que o acordo que está sendo fechado vai ser bom para o País?.