loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Riqueza mineral de AL atrai ind�strias

Ouvir
Compartilhar

?Alagoas está pulsando em todas as áreas?. A frase do secretário do Desenvolvimento Econômico de Alagoas, Luiz Otávio Gomes, é a expressão do otimismo do Estado em relação a um futuro de expansão industrial, que, na avaliação do governo, já começou, com o interesse consolidado de várias empresas em se instalar por aqui. Mas não revela apenas um sentimento do governo. No meio empresarial, a sensação é de que Alagoas descobriu, finalmente, os caminhos da diversidade econômica. A força dessa nova pulsação sai de baixo dos nossos pés, injetando ânimo ao desenvolvimento do Estado, pelas veias das riquezas minerais já reveladas em abundância, do Litoral ao Sertão, que despertam interesse de grandes empresas, esboçando o desenho de um novo perfil industrial para Alagoas. ### Jazida pode ser explorada por mais um século Foi na década de 50 que as escavações em busca de petróleo ? o chamado ouro negro ? acabaram revelando que o verdadeiro tesouro escondido no subsolo da capital alagoana tinha outra cor: o amarelo escuro do sal-gema. O volume do minério, encontrado em abundância do Mutange ao Tabuleiro, justificava os altos investimentos e o entusiasmo que gerou. Alagoas, Estado pobre, sustentado até então pela monocultura do açúcar, via ?brotando? do solo a possibilidade de diversificação industrial. É uma jazida incalculável, que vem sendo explorada há mais de 30 anos, e ainda garante matéria-prima para, pelo menos, mais 100 anos, segundo estudos. Mas foi só 25 anos depois da descoberta que a Salgema Indústria Química se implantou na restinga do Pontal da Barra. Hoje, com o nome e a marca da Braskem, a pioneira continua sendo a maior indústria instalada em Alagoas, fora do circuito sucroalcooleiro. Segundo o gerente de Marketing Milton Pradines, a Braskem investe no Estado cerca de R$ 130 milhões/ano, em tecnologia e manutenção. ### Escola do Plástico forma mão-de-obra especializada Para o secretário Luiz Otávio Gomes, o recente interesse de empresas industriais por Alagoas é consequência de um trabalho do governo com o setor produtivo, embasado na confiança, na credibilidade e na segurança jurídica, aliado às condições já existentes, o que tem sido determinante para a consolidação da cadeia produtiva do químico plástico. A criação do Fórum Permanente da CPQP, com a participação de 13 atores, entre governo, produtores, trabalhadores, academia e pesquisa, segundo ele, deu a certeza de que esse projeto é um programa de Estado, e não de um governo. No Fórum, as instituições decidem as ações e projetos do setor para Alagoas, como foi a criação do Núcleo de Tecnologia do Plástico (a Escola do Plástico), para capacitar mão-de- obra. ### Agreste é fértil em cobre, ferro e ouro Alagoas tem riquezas adormecidas há muitos anos no seu subsolo, que começam a brotar para fazer germinar um fértil terreno industrial. E não é só o sal-gema, que sai dos campos de extração da região do Mutange e Bebedouro, em Maceió, e ganha o mundo pelas veias da Braskem, que confirma essa tendência. Descoberto na década de 80, no coração do Agreste, um tesouro ainda inexplorado, composto de cobre, ferro, ouro e zinco está prestes a emergir das entranhas do chão alagoano e ganhar o mundo. Atuando na área desde 2007, a empresa mineradora Vale Verde, subsidiária da canadense Aura Minerals, já confirmou em documento oficial ao governo a existência de, pelo menos, 150 milhões de toneladas de minérios, que seriam suficientes para 15 anos de extração, a uma média de dez milhões de toneladas/ano. ///

Relacionadas